Abusando do cinismo, Gleisi Hoffmann questiona salário e condições de trabalho de procurador da Lava-Jato

A senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT e conhecida pelo cinismo devastador, está a revelar uma insuspeita veia para o humorismo détraqué e revanchista, algo comum entre os “companheiros”, em especial aqueles que afundam na fétida lama do Petrolão, o maior esquema de corrupção de todos os tempos.

Falando sobre o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava-Jato, em Curitiba, a petista afirmou: “Aqui cabe reforma trabalhista: salário alto, estabilidade no emprego, duas férias por ano, auxílios diversos e ainda cobram para dar palestras”.

Curiosamente, a descrição caberia como uma luva para a própria Gleisi. Como senadora da República, ela tem salário alto, estabilidade no emprego, duas férias por ano e auxílio diversos. Sem contar as viagens internacionais movidas a champagne e hotéis de luxo sob a desculpa de representar o Parlamento brasileiro no exterior.

A senadora só não ministra palestras porque ninguém, em sã consciência, pagaria para ouvir um amontoado de sandices embebidas na carcomida ideologia comunista. Em compensação, Gleisi, que quer reformar a situação trabalhista de Dallagnol, tem outras fontes de renda. Ré no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro, a chefe dos petistas foi acusada por sete delatores da Lava-Jato de receber propina do Petrolão.

Não obstante, o marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (Planejamento e Comunicações), foi acusado de surrupiar mais R$ 100 milhões de servidores federais, inclusive aposentados, que recorreram a empréstimos consignados. É incrível que diante de tão vasto ‘currículo’ Gleisi tenha a disposição para criticar alguém.

Os comentários de Gleisi Helena sobre o procurador da Lava-Jato foram postados no Twitter, ao compartilhar imagem do site de Dallagnol, que cobra de R$ 30 a R$ 40 mil por suas palestras. Deltan, aliás, já esclareceu que o dinheiro é destinado para organizações que combatem a corrupção. O dinheiro arrecadado por Gleisi, que aparece nas planilhas de propina da Odebrecht sob o sugestivo codinome “Amante”, tem destino desconhecido. (Ucho.Info)(cesar weis)