Aécio Neves aguarda resultado final de inquérito após Cármen Lúcia acatar pedido da PF

A ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, concedeu para a Polícia Federal mais 30 dias para a conclusão de inquérito envolvendo Aécio Neves. O senador é investigado pela Lava Jato através da delação premiada de ex-executivos da empreiteira Odebrecht.

Aécio é apontado como o beneficiário da quantia de R$ 30 milhões depositada pela Odebrecht. A empreiteira teria pago o senador para que obras envolvendo hidrelétricos do Rio Madeira – as usinas de Santo Antônio e Jirau, fossem realizadas.

Além do mais, a Andrade Gutierrez também lançou ao senador a quantia de R$ 20 milhões. No final das contas, Aécio Neves teria recebido mais de R$ 50 milhões em vantagens indevidas. Na época em que o inquérito foi aberto, a assessoria do senador respondeu que os delatores foram “unânimes” e que não houve nenhum pagamento ilícito envolvendo Aécio.

A Procuradora-Geral da República e a Polícia Federal pediram mais 60 dias para avaliar provas pendentes. Será feita uma perícia no sistema de contabilidade da Odebrecht.

Nesta última quinta-feira (11), a ministra do Supremo, Cármen Lúcia, concedeu 30 dias do prazo. A PGR afirmou que desde que o inquérito foi lançado, vários outros elementos deverão ser apurados a partir de agora.

Cármen Lúcia enfatizou que após o final do prazo, o inquérito final deverá ser apresentado ao ministro Edson Fachin. O relator dos processos da Lava Jato no Supremo tomará decisão a respeito das provas existentes contra o senador.

PF e as provas contra Aécio Neves
A Polícia Federal teria indicado que Aécio manipulou dados da CPI dos Correios. Em 2005, no esquema do mensalão, o senador teria maquiado dados do Banco Rural a fim de omitir a ligação da instituição com esquema do operador Marcos Valério e o governo de Minas Gerais. As informações são do portal “O Globo”. Na época, o governo mineiro era comandando por Aécio Neves.

Via: http://www.brasilnoato.com.br

   

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