Aécio recebia 2% de propina em esquema no Banco do Brasil desde FHC, diz delator

Condenado no Mensalão, Marcos Valério fez um acordo de delação com a Polícia Federal que expõe, mais uma vez, a seletividade e partidarismo da Lava Jato. Isso porque, segundo O Globo desta quinta (20), Valério entregou material que pode render investigações sobre corrupção no governo FHC, envolvendo contratos do Banco do Brasil, Fundacentro e Eletrobras. Além disso, desnudou os esquemas que financiaram ilegalmente a carreira política de Aécio Neves (PSDB).

Segundo o jornal, Valério afirmou que Aécio recebeu propina de 2% sobre os contratos do Banco do Brasil com sua empresa de publicidade, desde a década de 1990.

“No acordo, Valério sustenta que suas agências de publicidade participaram do financiamento ilegal da atividade política de Aécio desde os anos 90. Afirma que o tucano recebia 2% do faturamento bruto dos contratos do Banco do Brasil no governo FH, valores que seriam pagos por meio de Paulo Vasconcelos, citado como representante de Aécio junto à empresa”, apontou o jornal.

“Valério também sustenta que parte dos recursos desviados da campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998 — no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro — abasteceu caixa 2 da campanha de Aécio a deputado federal”, acrescentou.

O acordo, que aguarda homologação do Supremo Tribunal Federal, também citou pagamentos a PT e PMDB durante o governo Lula. Valério disse que José Dirceu, por exemplo, ganhava uma “mesada” de R$ 50 mil em cima de contratos de publicidade do governo.

Ao jornal, a assessoria de Aécio informou que o senador “jamais participou de qualquer ato ilícito praticado por Valério” e negou que ele tivesse financiado o tucano por meio das agências. Segundo a nota, “é preciso que acusações feitas por delatores sejam sustentadas por provas verdadeiras, sob o risco de servirem, unicamente, para que réus confessos obtenham a impunidade penal”.

Valério foi condenado a 37 anos de prisão pelo mensalão e estava cumprindo a pena na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), mas foi transferido para a Associação de Proteção e Assistência a Condenados (Apac), em Sete Lagoas (MG), a pedido da PF, após fechar a delação.

Via: jornalggn.com.br

VEJA TAMBÉM 

Ministro do STF debocha de jornalista ao fala de impunidade Aécio Neves

Vaza áudio de Aécio Neves chorando dizendo que está com medo de ir pra cadeia igual sua irmã

Veja a conversa de Aécio Neves! O nível é de assustar