Alegando compromissos, Dilma Rousseff evita encontro com Moro

A ex-presidente Dilma Rousseff seria ouvida, nesta quinta-feira (09), pelo juiz federal Sérgio Moro na ação penal do sítio de Atibaia como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente é acusado de receber propina da construtora OAS para a reforma do imóvel, embora negue o fato. Ao alegar compromissos de campanha, Dilma afirmou que não poderá prestar depoimento e pediu nova remarcação. A defesa de Lula repassou ao juiz da Lava Jato que se não pudesse alterar novamente o depoimento dela, que, se possível, cancelasse ela da lista de testemunhas de defesa. Apenas para ressaltar, é a terceira vez que isso acontece.

O documento protocolado pela defesa do líder do PT explicava o motivo do não comparecimento de Dilma Rousseff. Segundo as informações, ela estaria cheia de compromissos devido a sua candidatura para o Senado, no Estado de Minas Gerais.

A defesa de Lula tem tido sérios problemas em relação a esses depoimentos. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, também foi liberado de um possível encontro com Moro. Na segunda (06), eles desistiram dele como testemunha após Haddad se tornar vice na chapa de Lula, visto que seria a preferência do petista. O líder do PT, por enquanto, está inelegível, mas mesmo assim insiste com a sua candidatura. Todavia, a Justiça Eleitoral definirá em breve esse empecilho.

Um outro motivo que fez Lula desistir de convocar o ex-prefeito de São Paulo como testemunha, é o fato dele ter acesso livre à cela do petista. Haddad está no quadro de advogados do ex-presidente.

Debate
Tanto Haddad quanto Dilma seriam ouvidos por Sérgio Moro no dia em que a TV Bandeirantes realizará o debate dos candidatos à Presidência do Brasil. A juíza do TRF-4, Bianca Georgia Cruz Arenhart, impediu a participação do condenado no debate. Gilberto Gil que foi ministro da Cultura de Lula está confirmado para dar depoimento nesta quinta.

Sítio de Atibaia
Lula responde por um processo sobre o Sítio Santa Bárbara, que fica em Atibaia. O Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente de receber cerca de R$ 1 milhão de reais para a reforma da propriedade. Esse dinheiro seria oriundo de propina da construtora OAS. Contratos fraudulentos teriam sido feitos com a Petrobras e, de acordo com os procuradores, Lula seria o dono do sítio. Lula nega qualquer irregularidade. Além disso, o petista insiste com a sua candidatura para a Presidência do Brasil. Porém, é algo difícil de acontecer. Lula está na Lei da Ficha Limpa e, portanto, inelegível. O PT pretende ir até o fim mesmo que bagunce o cenário eleitoral. Resta aguardar a decisão da Justiça.

Fonte: UOL e Brasil no Ato