Aliados de Lula veem juíza Gabriela Hardt em ‘marcha acelerada’ para condená-lo

Ex-presidente e juíza tiveram embates durante o interrogatório do petista nesta quarta-feira (14).

Aliados e defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiveram a impressão de que a juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro nos processos do petista, estaria em “marcha acelerada” para condenar o ex-presidente, talvez ainda neste ano.

Lula é acusado de receber propina por intermédio de uma reforma num sítio localizado em Atibaia, interior de São Paulo.

O interrogatório aconteceu nesta última quarta-feira (14) e teve alguns conflitos entre a juíza e o réu.

Segundo publicou a Folha de São Paulo, se a juíza seguir rigorosamente os prazos estipulados no processo e rejeitar pedidos da defesa de apresentar novas provas e da própria acusação, ela poderá condenar o ex-presidente Lula a qualquer momento, talvez antes mesmo das festas de final de ano.

Ações em fase avançada

Com o interrogatório da ação penal do sítio de Atibaia, Lula encerra uma das últimas fases desse processo.

Ele está agora perto de duas sentenças decisivas que podem ser proferidas pela Justiça Federal do Paraná.

Entretanto, seus advogados ainda tentam suspender ou cancelar a sentença proferida por Sérgio Moro no caso do triplex de Guarujá, onde o petista foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Uma outra ação em que Lula é investigado, trata-se de um terreno em que ele teria sido beneficiado pela construtora Odebrecht.

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No espaço seria construído o Instituto Lula.

Moro estava perto de dar a sentença sobre este caso, porém, a sua ida para o Ministério da Justiça a convite de Jair Bolsonaro fez com que atrasasse um pouco o desfecho desse processo.

Além disso, o líder do PT é réu também em ações na Justiça Federal do Distrito Federal.

Tensão em depoimento

No depoimento prestado à juíza Gabriela Hardt, Lula recebeu uma advertência logo no início.

Ela perguntou ao ex-presidente se ele estava ciente sobre as acusações contra ele. Lula disse secamente que não e peguntou para ela: “Eu sou o dono do sítio ou não”.

Gabriela falou que essa resposta deveria vir dele e não dela. Além disso, ela falou que quem está sendo interrogado era ele, e não ela.

Lula novamente a interrompeu e disse que queria fazer perguntas.

A juíza demonstrou impaciência e afirmou que se ele continuasse usando esse tom com ela, eles teriam problemas.

O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, disse em seu depoimento que o sítio era de Lula.

No entanto, o ex-presidente nega e afirma que é de apenas um amigo da família e que de vez em quando frequentava o local.

Via: Blastingnews

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