Ao demonstrar ‘desespero’, Lula faz último pedido há horas do julgamento no TRF4

Ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta um processo de condenação na Operação Lava Jato, no Tribunal de segunda instância.

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Resta pouco mais de vinte e quatro horas para que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tenha o seu processo referente à aquisição de um apartamento luxuoso no litoral paulista, angariado através de dinheiro público ilegal proveniente de empreiteiras altamente envolvidas no mega esquema de Corrupção da Petrobrás, julgado por três desembargadores federais designados conforme o andamento das investigações da Operação Lava Jato, em segunda instância.

O caso do tríplex que envolve frontalmente o ex-presidente petista culminou em uma condenação em primeiro grau, pelo juiz responsável pela força-tarefa de investigações da Operação Lava Jato, o magistrado Sérgio Moro, que conduz os trabalhos, a partir da Justiça Federal da capital do Paraná, em se tratando da décima terceira Vara Criminal Federal de Curitiba.

No âmbito da Lava Jato, a condenação de Lula nesse respectivo processo julgado em primeira instância, resultou numa pena de prisão em regime fechado, de mais de nove anos e meio de cadeia, cujo processo deverá ter um “desfecho” nesta quarta-feira (24), no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul. Se condenado, o ex-mandatário poderá se tornar inelegível e até mesmo, ter prisão decretada, embora possam persistir alguns recursos judiciais a serem impetrados pela defesa.

Recurso final antes de julgamento
Os advogados de defesa do ex-presidente Lula solicitaram ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), uma última solicitação do petista, restando pouco mais de vinte e quatro horas para o seu julgamento, na quarta-feira (24), deste mês, na Corte de Apelação ou Tribunal de segunda instância, conforme é denominado o TRF4 de Porto Alegre.

Nesta segunda-feira , Lula resolveu, ao dar sinais de grande preocupação, “atacar” a Justiça no país, durante um encontro com sindicalistas na sede do Instituto Lula, em São Paulo. O petista afirmou que os processos em que ele se tornou réu, como o próprio caso do tríplex, seriam carentes de evidências ou provas. Segundo Lula, “ele estaria pedindo uma prova há tanto tempo e que poderiam até ir às emissoras de televisão desmoralizá-lo”. Lula foi ainda mais longe, ao declarar ao se dirigir aos procuradores do Ministério Público Federal, que “eles não teriam como sair da mentira que contaram”.

Em outro momento, num claro sinal de puro “desabafo”, o petista declarou que a Justiça deveria se retratar com ele, numa espécie de “último pedido”, antes de seu julgamento, ao dizer que “gostaria que eles (Ministério Público Federal) pedissem desculpas a ele, já que ficaria pensando nesse ‘negócio’ de candidatura, de inocência, ao querer que eles, em algum momento, peçam desculpas”.

 

Via: blastingnews