Acabar com imposto sobre combustível? Bolsonaro afirma: “Não é populismo, é vergonha na cara”

Na quarta-feira (6), Jair Bolsonaro declarou que acabaria com impostos federais sobre combustíveis se governadores concordassem em zerar o ICMS. A proposta se trata, para Dória, de 'populismo'.

Jair Bolsonaro, presidente da República, disse nesta última quinta-feira, (6), que se trata de “vergonha na cara”, e não de uma questão que envolvesse o “populismo”, sua mais nova crítica quanto ao preço dos combustíveis.

Nesta quarta-feira, Jair Bolsonaro afirmou desafiar os governadores e declarou que iria zerar os impostos federais (CIDE e PIS/Cofins) em cima dos combustíveis caso eles acabarem o ICMS. Depois da declaração, João Dória, governador do estado São Paulo, disse para o blog do colunista Valdo Cruz que era uma questão de “populismo” por parte do presidente e “uma tentativa de transferir a responsabilidade” do problema em direção aos estados.

Jair Bolsonaro tornou a dizer acerca do assunto nesta quinta-feira ao ser perguntado se iria trabalhar para aprimorar a relação com governadores. Além de João Dória, ele também se referiu ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o qual também recebeu crítica na entrevista.

“Chega de esse povo sofrer. Isso não é demagogia. Os dois governadores que estão me criticando… Isso não é populismo, não. Isso é vergonha na cara. Ou você acha que o povão está numa boa? Todo mundo feliz da vida com o preço do gás, com o preço da gasolina, preço de transporte?”, afirmou o presidente Bolsonaro.

O presidente Bolsonaro também afirmou que não possui a “mesma plumagem” dos dois governadores e que, quando se trata de estar perto a eles, é pobre.

“Eu sei que eu sou um cara diferente de alguns políticos que temos no Brasil. Eu sou um cara pobre, miserável. Se bem que eu sou mais rico que 98% da população. Eu sei disso, mas perto desses caras eu sou pobre e parece que meu cheiro não faz bem para eles. Minha plumagem é diferente da deles”, declarou o presidente.

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