Bretas surpreende e faz pedido ao TRF2 que pode mudar investigação da Lava Jato

Magistrado carioca fez uma análise minuciosa a partir dos desdobramentos das investigações da força-tarefa que estão concentrados no Rio de Janeiro.

O juiz federal Marcelo Bretas, considerado, ao lado do juiz Sérgio Moro, um dos grandes nomes da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do Brasil, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, se manifestou por meio de uma solicitação encaminhada ao Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2).

Vale lembrar, no entanto, que a Operação Lava Jato é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Já em relação às investigações que são conduzidas pelo juiz Marcelo Bretas, através da sétima Vara Federal do Rio de Janeiro, é desenvolvido todo um trabalho voltado para desdobramentos da operação em relação a crimes de “colarinho branco” que foram cometidos no estado fluminense.

Marcelo Bretas foi o magistrado responsável pela primeira decretação de prisão do ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e da ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo. Ambos foram responsáveis por “lesar” os cofres públicos do estado, através da implementação de um mega esquema de Corrupção e de distribuição de propinas, o que acabou desencadeando uma grave crise no funcionalismo carioca, além de problemas estruturais em relação à administração pública estadual como, por exemplo, em áreas extremamente delicadas como a Saúde e Segurança Pública.

Vale lembrar que, posteriormente, o presidente da República, Michel Temer, decretou a intervenção federal no Rio, que passa ter toda a área de Segurança Pública sendo comandada pelo general do Exército, Walter Souza Braga Netto.

Entretanto as outras áreas continuam sob a administração do governador Luiz Fernando Pezão.

Manifestação de Bretas ao TRF2
A partir de um crescimento praticamente insustentável quanto ao prosseguimento das investigações, em se tratando de volume muito grande imóveis que foram apreendidos no âmbito das investigações da Operação Lava Jato no Rio, o juiz Marcelo Bretas, ao perceber que tudo isso acabaria se tornando algo extremamente complexo e impraticável, dado ao alto número de bens sob os cuidados da Justiça Federal de primeira instância. Ao denotar essa situação, o magistrado carioca determinou que fosse solicitado juntamente ao Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2), a possibilidade de criação de um setor específico relacionado aos bens imóveis alvos de “sequestro” por parte da força-tarefa da Lava Jato, já que tanto a venda ou locação desses imóveis já não estaria trazendo resultados.

De acordo com a solicitação ao TRF2, Bretas se posicionou ao afirmar que “não haveria estrutura para esse tipo de administração embora todos os esforços estivessem concentrados para isso. O TRF2 estaria em vias de criar um setor específico voltado para esse tipo de operação, inclusive com a disponibilização de mais servidores e contadores, conforme solicitação da sétima Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro”.

Bretas apontou ainda, que todo o dinheiro recuperado com a venda ou locação dos imóveis apreendidos deverá ressarcir os cofres públicos do estado do Rio de Janeiro.

Via: blastingnews