Cármen Lúcia decide arquivar inquéritos sobre áudios da JBS envolvendo ministros do STF

Magistrada que preside a mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro se pronunciou em relação às investigações da Polícia Federal, no caso JBS.

A ministra Cármen Lúcia, que preside a mais alta Corte do Poder Judiciário do Brasil [VIDEO], se manifestou na última quinta-feira (21), em relação a uma investigação que se encontra aberta a respeito do conteúdo de delação premiada de representantes da empresa JBS. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que as citações que teriam sido feitas pelo empresário Joesley Batista e pelo ex-executivo Ricardo Saud, não teriam proporcionado qualquer tipo de irregularidade ou indício que viesse a envolver diretamente os ministros integrantes da Suprema Corte.

Cármen Lúcia foi expressa durante sessão da manhã da última quinta, ao afirmar que não haveria “qualquer ato ilícito”, em alusão à possível participação de magistrados da Corte.

A magistrada se posicionou após apresentação de relatório conclusivo encaminhado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

Decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal
A ministra Cármen Lúcia ressaltou que não teriam sido encontradas gravações que pudessem comprovar a participação dos ministros do Supremo por meio de citações que levassem a indícios de ilicitudes. Cármen Lúcia foi ainda mais longe, ao delimitar que não poderia “pender sobre o Supremo Tribunal Federal a mais leve dúvida a respeito daqueles que compõem o Tribunal”. A magistrada foi contundente ao relatar que “A Suprema Corte teria o compromisso estabelecido da guarda da Constituição Federal, Constituição que tem como princípio a moralidade pública”.

De acordo com um relatório preliminar da Polícia Federal, conforme informado pelo jornal “Estado de São Paulo”, não teriam ocorrido crimes relacionados às citações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em se tratando de áudios gravados por Joesley Batista e Ricardo Saud.

Os áudios gravados pelos delatores foram enviados ao Ministério Público Federal.

Entretanto, vale lembrar que o conteúdo das gravações revelam que os delatores haviam se manifestado a respeito de ministros da Suprema Corte brasileira e, inclusive, em uma das conversas gravadas, os interlocutores se referem a “dissolver o Supremo”. Em um outro trecho gravado e disponibilizado publicamente pelos investigadores, o empresário Joesley Batista revela que “a empreiteira Odebrecht moeu o Poder Legislativo”.

Vale ressaltar, porém, que, de acordo com o conteúdo das gravações que se encontram em poder da Justiça e do Ministério Público Federal, há a menção a três ministros do Supremo, embora não haja ocorrência de citação a qualquer tipo de crime supostamente praticado pelos magistrados. De acordo com o áudio, são citados os ministros; Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Vale ressaltar ainda, que são mais de quatro horas gravadas de conteúdo analisado pelos investigadores e agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Via: blastingnews

   

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