Cármen Lúcia se prepara pra encarar ‘bomba’ após alerta de ministros da Corte

A presidente do Supremo terá papel fundamental no próximo dia 2 de maio.
No próximo dia 2 de maio, a ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, colocará em pauta o julgamento da restrição do foro privilegiado, proposta do ministro Luís Roberto Barroso. No entanto, a proposta já seguiu paralisada na Corte em outras duas ocasiões, fazendo com que a restrição do foro, prevista para 8 votos contra 3, não acontecesse.

No momento, ministros do Supremo estão em estado de alerta. Há a possibilidade é que um pedido de vista ocorra no dia 2, prejudicando mais uma vez o julgamento. No ano passado, o ministro Dias Toffoli foi o responsável por pedir vista.

Em outro momento, Alexandre de Moraes fez o mesmo pedido após argumentar durante horas no plenário.

Os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski ainda não votaram na proposta, e um deles pode ser o que pedirá vista pela terceira vez sobre o assunto.

Acontece é que a mudança no foro privilegiado poderá prejudicar inúmeros políticos. A restrição do foro abrirá espaço para que parlamentares sejam julgados em outras instâncias, sem depender apenas do Supremo.

No entanto, há uma ‘esperança entre os políticos já condenados nas investigações da Operação Lava Jato. Eles acreditam que o fim do foro privilegiado e a impossibilidade de prisão após condenação em segunda instância abrirão espaço para que os condenados permaneçam soltos por mais tempo, pois teriam diversos recursos a serem analisados, levando os processos para anos e anos.

Para isto acontecer, depende de Cármen Lúcia colocar em pauta as ADCs (Ações Diretas de Constitucionalidade).

Há diversas tentativas para que os ministros mudem o entendimento de prisão após julgamento em segunda instância.

Cármen Lúcia está pressionada para ambos os lados. Ministros do Supremo levantam um alerta de vista e defesa de investigados tentam a todo custo fazer com que a ministra coloque em pauta as ADCs, cancelando as prisões após condenação em segunda instância.

Meios não faltam para condenados se livrarem da cadeia e este é o objetivo de diversos parlamentares. A classe política se volta ao Supremo com força. Convencer Cármen Lúcia não é nada fácil, a ministra faz vista grossa e mantém firme sua opinião.

A presidente do STF foi a responsável pelo voto minerva que colocou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cadeia. Cármen negou o habeas corpus impetrado pela defesa do petista, prejudicando Lula e abrindo o caminho para que o juiz Sergio Moro declarasse a prisão do político. Os petistas estão revoltas com a ministra e ela se tornou alvo até de vandalismo em sua residência.

Via: blastingnews