Chance de ‘ouro’ contra Lava Jato pode ser cartada final do Supremo nesta terça

Mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro terá chance única que poderá prejudicar o trabalho da Operação Lava Jato, nesta terça-feira (15).

A força-tarefa da maior operação anticorrupção em toda a história recente do Brasil, e uma das maiores já deflagradas e implementadas em todo o mundo; a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, poderá ter que se deparar com uma situação extremamente complexa e difícil, a partir da realização de todo o trabalho de investigação da equipe que comanda a operação, principalmente em se tratando dos procuradores e agentes federais que estão concentrados na primeira instância em Curitiba, na décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal paranaense, na capital do estado.

Uma decisão que estará prestes a ter consumada uma decisão nesta terça-feira (15), através de votação na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), poderá ocasionar uma “reviravolta”, em se tratando dos trabalhos realizados no que se refere às investigações contra a Corrupção no país.

Entretanto, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, poderá ter papel preponderante na situação. A Lava Jato é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro.

Votação na Segunda Turma do Supremo
Nesta terça-feira (15), a Segunda Turma da mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro, deverá se debruçar em uma votação relacionada ao caso de corrupção investigado na Suprema Corte, que envolve o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR). Uma questão vital para a Operação Lava Jato devera ser colocada em pauta pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

A procuradora-geral da República e chefe do Ministério Público Federal reitera o pedido para que os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal possam definir já nesta terça-feira (15), se para que seja considerada como configuração de crime, torne-se necessário que uma vantagem indevida, cujo recebimento ocorra por meio do agente público, tenha relação de causa, em relação a ato de ofício por ele praticado ou que seja de sua competência.

De acordo com a manifestação feita pela procuradora-geral Raquel Dodge, observa-se uma indagação em relação a “que tipo de conduta poderia ser enquadrada no conceito de ato de ofício”. Vale lembrar que Nelson Meurer é acusado de ser beneficiário de recebimento de propinas, para que fosse dado apoio à permanência do ex-diretor responsável pela área da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. Costa se tornou um dos primeiros delatores do mega esquema de corrupção que acarretou a “sangria” dos cofres públicos da maior estatal brasileira, cujo esquema de distribuição de propinas foi denominado de “Petrolão”.

 

Via: blastingnews