Com ‘ameaça’ iminente, presidente do TRF4 vê preocupação com julgamento de Lula

Carlos Eduardo Thompon Flores, presidente do TRF4, demonstra grande preocupação com o julgamento do ex-presidente Lula, em Porto Alegre.

O presidente da Corte de Apelação, o Tribunal de segunda instância, também denominado como o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), Carlos Eduardo Thompson Flores, se manifestou enfaticamente a respeito da proximidade da data em que será julgado o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

 

A sentença a ser dada por três desembargadores da Oitava Turma do TRF4, será responsável pela confirmação ou reforma da decisão tomada em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-mandatário do país a mais de nove anos e seis meses de prisão em regime fechado, além de multa, pela prática de crimes de Corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

Lula foi condenado pelo magistrado paranaense, a partir da décima terceira Vara Criminal da justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná, no âmbito da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O petista teria angariado um imóvel localizado na cidade de Guarujá, no litoral do estado de São Paulo, por meio de recursos ilícitos provenientes de empreiteiras envolvidas no escândalo gigantesco de distribuição de propinas, que culminou na “sangria” dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobrás.

 

Preocupação para a data do julgamento em segunda instância
Diante da enorme preocupação expressada pelo presidente do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), Carlos Eduardo Thompson Flores, uma reunião entre o desembargador e o secretário de segurança do estado do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer, foi realizada na última semana, com o propósito de se discutir a implementação de ações que possam impossibilitar qualquer tipo de ameaça à garantia da ordem pública, durante o mês de janeiro, na capital gaúcha, quando o ex-presidente Lula deverá ser julgado pela Corte no dia 24 de janeiro de 2018.

Vale lembrar que durante a reunião, o secretário de segurança do estado do Rio Grande do Sul, colocou à disposição todas as forças de segurança disponíveis e até mesmo, acionou Torquato Jardim, ministro da Justiça do governo Michel Temer, para que fossem implementadas ações de apoio e suporte à operação, por parte da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Entretanto, há todo um trabalho de inteligência desenvolvido, de modo que ocorra o acompanhamento todos os dias, em relação ao fornecimento de informações que possam apresentar números estimados de quantos manifestantes deverão ingressar em Porto Alegre, como também, números de manifestantes locais. Vale ressaltar que durante o depoimento do ex-presidente Lula em Curitiba, no Paraná, ao juiz Sérgio Moro, os petistas chegaram a fazer “barulho”, porém, acabaram sendo um verdadeiro fracasso de público na capital paranaense.

Via: blastingnews

       

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