Decisão do TSE pode movimentar Forças Armadas no dia da eleição presidencial

Michel Temer se posicionou e militares das Forças Armadas devem estar preparados para agir nas eleições.

Nesta última segunda-feira, 21 de maio, o presidente da República Michel Temer assinou um decreto que dá voz às Forças Armadas. O uso efetivo dos Militares poderá ser acionado durante as eleições presidenciais deste ano, no entanto precisará de uma solicitação vinda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na próxima terça-feira (22), o decreto estará disponível no Diário Oficial da União.

O objetivo do decreto é garantir segurança para a população na tão esperada votação presidencial. Devido o Brasil passar por grandes polêmicas, instabilidade, crise econômica e política e corrupção, as eleições poderão se tornar ”tensas” precisando do apoio das Forças Armadas caso se estabeleça o caos.

No decreto está escrito que o emprego das Forças Armadas é para garantir a votação e a apuração das eleições de 2018. O TSE será responsável por definir a localidade em que os militares poderão agir, tudo dependerá do órgão judicial.

No dia 7 de outubro de 2018 a população brasileira irá até as urnas eletrônicas para eleger um novo presidente. Desde o impeachment de Dilma Rousseff o país ficou dependente do vice Michel Temer. A votação mostrará a vontade do povo brasileiro mediante o caos na política. Além da votação de presidente haverá também a escolha de deputado estadual e federal, senador e governador. Caso ocorra segundo turno, a votação será realizada no dia 28 de outubro.

Membros das Forças Armadas na política
Seguindo a mesma linha que o candidato à presidência Jair Bolsonaro, muitos militares tentam entrar na carreira política em cargos como de senador, deputado e até mesmo governador de Estado.

Cerca de 71 militares da reserva e da ativa estarão presentes nas urnas eletrônicas este ano.

O que chama atenção é o fato de não ser comum militares tentarem cargos políticos. No entanto, profissionais que atuam na segurança pública como delegados, policiais, bombeiros e guardas municipais são corriqueiros nas eleições.

Fatores como corrupção, falta de segurança pública expressa na calamidade do Rio de Janeiro, e diversos escândalos na política aumentaram a quantidade de militares nas disputas. A crise política trouxe à tona simpatizantes da Intervenção Militar que afirmam não encontrar outra solução para que o Brasil melhore. Algo que também agrada parte da população é o conservadorismo exposto pelos candidatos.

Via: blastingnews