Declaração de diretor da PF mexe com os ânimos de Gleisi Hoffmann e Boulos

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Em entrevista ao “Estadão”, o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, comentou sobre o episódio que movimentou uma “guerra de liminares” no Tribunal Regional Federal da 4° Região. Segundo entrevista do diretor da PF, o dia foi tenso. O desembargador Rogério Favreto decidiu soltar Lula, acatando pedido de habeas corpus. No entanto, o caso movimentou magistrados que repudiaram a ação.

Galloro disse que estava passeando com sua família no shopping, em Brasília. Logo em seguida, recebeu um telefonema avisando sobre o pedido de soltura de Lula. Entretanto, com a pressão do momento, Galloro declarou que iria cumprir a decisão do plantonista, porém foi logo pego de surpresa por mais outros telefonemas.

A procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, ligou pra Galloro pedindo para que Lula não fosse solto. Além do mais, o presidente do tribunal, Carlos Thompson Flores, declarou que também não estava a favor da ação do desembargador plantonista.

Resumidamente, Galloro disse que a ligação das autoridades foi decisiva na ação. Durante entrevista, o diretor da PF também se lembrou das turbulências no dia 7 de abril, quando Lula foi preso.

Gleisi Hoffmann e Guilherme Boulos criticam
A senadora e presidente do PT e o pré-candidato Guilherme Boulos, se manifestaram após entrevista de Galloro. De acordo com publicação no Twitter, Boulos disse que a posição de Dodge e do presidente do TRF-4 foram uma “afronta ao Estado Democrático”.

Gleisi Hoffomann já utilizou sua conta no Twitter para acusar a procuradora Dodge por “abuso de autoridade”. O caso deixou os petistas perplexos. Segundo informações da mídia na época, o desembargador plantonista teria “combinado” em soltar Lula naquele dia.

Logo, na ocasião, o caso movimentou até o juiz federal Sergio Moro, da primeira instância, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia.

Lula foi preso no dia 7 de abril, após muita resistência por parte de seu partido. O petista é condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Além do mais, Lula é réu em diversas ações na Justiça. A condenação foi de 12 anos e um mês de cadeia.

Fonte: O ANTAGONISTA e BRASIL NO ATO

 

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