Declaração terrorista de Gleisi divide o PT, que teme submergir no radicalismo ensandecido da senadora

Poucos inimigos do PT provocaram tanto estrago na legenda quanto a descontrolada Gleisi Helena Hoffmann. Senadora pelo Paraná e presidente nacional do partido, Gleisi tornou pública a torcida de setores radicais do petismo por um cadáver em Porto Alegre. O objetivo, ao sacrificar um militante na esteira da sanha do fanatismo ideológico é evidente: tentar substituir pela tragédia a motivação perdida pela ideologia.

Até mesmo no PT a ideia de Gleisi Helena provocou aversão e críticas, a ponto de a parlamentar ter de desmentir as próprias palavras durante entrevista à Rádio Triano, de São Paulo, conforme noticiou o UCHO.INFO em matéria anterior.

Integrantes da ala Construindo um Novo Brasil (CNB), maior corrente do PT, foram a Lula reclamar de Gleisi. Para os petistas, a presidente da legenda atiçou a militância – que já está com ânimos inflamados por discursos irresponsáveis e incendiários. Lula, como de costume, emite sinais contraditórios. Uma hora simula apostar na pacificação, outra ataca o Judiciário e indica que deseja incendiar País.

O nível do estrago produzido por Gleisi pode ser mensurado pelo tom do editorial do jornal “O Estado de S. Paulo” desta quinta-feira (18), que em dado foca as sandices da senadora paranaense sobre a procura de um cadáver:

“A ideia, claro está, é constranger o Judiciário, mas tal estratégia só teria alguma chance de êxito se houvesse efetivo risco de grave comoção nacional ante a eventual decisão de encarcerar Lula, razão pela qual os petistas estão empenhadíssimos em dar a impressão de que grande parte do ‘povo’ está de prontidão para enfrentar os ‘golpistas’ aninhados no Judiciário.

É nesse contexto que deve ser entendida a declaração de Gleisi Hoffmann sobre os cadáveres que uma condenação de Lula poderá produzir. Ela sinalizou que não só há gente disposta a morrer por Lula, mas como também que os ‘golpistas’ terão de reprimir violentamente as esperadas manifestações de protesto contra a condenação (…).

É preciso que as autoridades usem tudo o que a lei lhes faculta para impedir que os baderneiros a serviço daquele partido criem situações violentas que possam lhes servir de pretexto para denunciar um regime de exceção que só existe em suas delirantes fantasias. Felizmente, essas providências estão sendo tomadas.

O caminho que o PT escolheu não lhe dá outra opção senão a de provocar confrontos para que algo da desastrada profecia de sua presidente se realize. Para sorte do País, porém, a ameaça de Gleisi Hoffmann apenas simboliza o desvario que tomou conta dos petistas desde que seu grande líder foi flagrado com a boca na botija.”

Ao ascender à presidência do PT, Gleisi tinha como tarefa principal atuar na condição de fantoche de luxo do alarife Lula, que diante do avanço das investigações da Operação Lava-Jato começou a perder os poucos resquícios de bom senso e coerência. Isso porque a iminência de novas condenações e a possibilidade de ser encarcerado o tiraram do eixo. Gleisi imaginou ser a detentora do poder máximo no âmbito da legenda, acionando a todo momento o seu conhecido besteirol.

A grande questão que permeia o descontrole comportamental de alguns “companheiros” é que esses perceberam que o PT, partido que acertadamente já foi rotulado de organização criminosa, desmoronou em termos de representação política e popular. O que de forma imediata remete ao desmonte do plano de retornar ao poder central e terminar a roubalheira que inviabilizou o País nos últimos anos.

 

Via: cesarweis.com