Deltan Dallagnol critica Toffoli por livrar José Dirceu do uso de tornozeleira

Integrante da Força-Tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol criticou a decisão do ministro Dias Toffoli, que barrou determinação do juiz Moro.

O jurista e integrante da Força Tarefa da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol, criticou a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, sob a máxima de que Toffoli teria barrado a decisão do juiz Sérgio Moro, por conta de que o ex-ministro José Dirceu tenha sido seu chefe no passado. Tudo começou quando a 2ª Turma do STF resolveu soltar Dirceu com votos de Mendes, Lewandowski e de Toffoli a favor.

Mesmo livre, Moro impôs medidas cautelares, tais seriam a implantação de tornozeleira eletrônica (rejeitada por Toffoli) e a proibição do petista de falar com investigados da Lava Jato.

A medida cautelar do juiz da 13ª Vara Criminal, Sérgio Moro, preza pelo andamento da Lava Jato, mas, como visto, o ministro Dias Tofolli derrubou a imposição do uso da tornozeleira em Dirceu.

Para Dellagnol, Toffoli estaria fazendo um favor ao seu ex-chefe. Com a crítica Dellagnol estaria defendendo a medida cautelar de Moro, no entanto Toffoli pareceu não ter gostado da atitude e da decisão do juiz.

Dirceu fora solto pela 2ª Turma do STF sem ao menos cumprir os 30 anos.

A crítica em tom irônico: “ex-chefe”
Dallagnol se manifestou via Twitter criticando a derrubada da decisão de Toffoli à cautelar de Moro, afirmando que tais medidas naturalmente voltavam a valer, ironizando Toffoli. O coordenador da Força-Tarefa de uma das maiores operações de combate à Corrupção do país, chamou José Dirceu de ex-chefe do ministro Dias Toffoli.

Entretanto, alguns fatos podem sustentar a afirmação irônica de Deltan, se considerando que Dias já foi advogado do PT (Partido dos Trabalhadores), e sub-chefe da Casa Civil em passagem do petista Dirceu.

Para Dallagnol, Toffoli estaria agindo como funcionário de Dirceu
Para o coordenador da Lava Jato, Toffoli estaria agindo como um funcionário de Dirceu.

Segundo muitos especialistas, a 2ª Turma do STF (principalmente Mendes, Lewandowski, Toffoli) estaria trabalhando na soltura de réus, presos em 2ª instância, o caso de José Dirceu seria apenas um exemplo do que ainda estaria por vir.

No entanto, o ministro do STF Dias Toffoli está para sair da 2ª Turma em setembro, a ministra Cármen Lúcia deve ocupar seu lugar. Com a troca, Dias vai para a presidência do Supremo, enquanto que Cármen Lúcia chega, segundo muitos, para ‘endurecer’ a 2ª Turma que deve tornar-se uma segunda “câmara de gás” por conta dos votos brandos da ministra, algo temido principalmente pela esquerda política do país.

Ainda no caso, Toffoli acreditou estar sendo desrespeitado, pela aplicação da cautelar de Moro. O juiz de Curitiba por sua vez, não necessitou ‘levantar a voz’, já que Dallagnol ironizou a cassação de Dias à Moro.

Via: blastingnews