Deltan Dallagnol, da Lava Jato, toma atitude ‘extrema’ para ver Lula na cadeia

Procurador da República e coordenador-geral da Operação Lava Jato acompanha de perto a situação do habeas corpus do ex-presidente Lula, no STF.

O procurador da República e coordenador-geral da força-tarefa de trabalho da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, se manifestou enfaticamente em relação ao tão esperado julgamento que poderá culminar em um “desfecho’, em se tratando do processo de habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O procurador e membro do Ministério Público Federal, em Curitiba, no estado do Paraná, conta todos os minutos relativos ao tempo restante para o início do julgamento do ex-presidente Lula em votação no Plenário da mais alta instância do Poder Judiciário no país, o Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Vale ressaltar que a Suprema Corte brasileira é comandada atualmente, pela ministra Cármen Lúcia, até meados do mês de setembro, quando o Poder Judiciário deverá ser conduzido pelo ministro José Antonio Dias Toffoli.

A pressão por parte da sociedade civil organizada e por setores do Judiciário brasileiro têm sido forte e constante, já que há um grande respaldo por parte de juízes federais, promotores e advogados, pela manutenção da possibilidade de prisão para condenados, após o julgamento dos recursos judiciais em tribunais de segunda instância. O caso mais notório trata-se da situação criminal do ex-mandatário petista supracitado. Lula deverá ter seu habeas corpus preventivo julgado na próxima quarta-feira (04) de abril. O ex-presidente da República joga todas as suas fichas no Supremo Tribunal Federal (STF), com o propósito de se evitar uma solicitação de decretação de prisão.

Dia ‘D’ de luta contra a corrupção
O coordenador-geral da força-tarefa de investigação da Operação #Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, é um dos principais apoiadores para que seja mantida a possibilidade de decretação de prisão para criminosos de “colarinho branco”, após julgamento nas Cortes de Apelação ou tribunais de segunda instância. Dallagnol tem em mente a realização de algum tipo de “sacrifício” para que a Justiça seja realmente alcançada no Brasil. As apostas estão colocadas para que o Supremo Tribunal Federal rejeite finalmente o habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente Lula. Dallagnol escreveu em seu perfil oficial na rede social do Twitter que o atual cenário no país realmente não é bom e que estará torcendo pelo Brasil, estando em jejum e oração.

 

Entretanto, o procurador foi ainda mais longe, ao considerar que a próxima quarta-feira (04), será o dia “D” no combate à corrupção no país e que uma possível derrota poderia resultar na crença de que a grande maioria dos corruptos, das mais diferentes siglas partidárias, jamais serão responsabilizados na Operação Lava Jato e além dela.

Vale lembrar que nesta segunda-feira (02), um manifesto assinado por mais de 3,8 mil procuradores e membros da Justiça, retrata a ofensiva dessas instituições para manutenção da atual jurisprudência do STF, pela possibilidade da execução provisória de penas para condenados, após esgotados os recursos judiciais em segundo grau.

Via: blastingnews