Depoimento gravíssimo: ex-ministra alerta que Lava Jato chegará no Judiciário

Eliana Calmon revela orientações de advogados a clientes sobre não falar de juízes.

A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ex-Corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, tem levado à mídia um depoimento gravíssimo que envolve a blindagem do Judiciário na Operação Lava Jato.

Ela esclareceu o motivo de Juízes não estarem sendo denunciados na Operação e revelou as dificuldades de delatar membros do Judiciário.

De acordo com as informações de Calmon, a força-tarefa comentou que os próprios advogados de delatores impedem que seus clientes entreguem os magistrados para evitarem possíveis problemas no futuro com os juízes, já que eles podem nunca mais perdoar os advogados.

“O advogado não quer que haja denúncia”, declarou Calmon.

A ex-ministra do STJ afirmou que sem a denúncia fica difícil punir juízes com más-intenções. Segundo ela, a dificuldade em se chegar a punir um juiz é tão grande que mesmo ela sendo magistrada de carreira, ministra e ter um cargo na Corregedoria, ela ressaltou que sofreu horrores.

Para fazer uma investigação financeira de desembargador, ela afirmou que quase foi crucificada.

Ela deu um pequeno exemplo sobre o Imposto de Renda. Ao perceber patrimônios não declarados de juízes, ela pedia uma investigação e as respostas sempre eram de que casou com mulher rica ou ganhou na loteria, e ao querer se aprofundar nesse assunto, Eliana Calmon era interrompida pelos seus próprios colegas do CNJ, que diziam ser inconstitucional investigar juízes.

A entrevista da ex-ministra foi feita na semana passada à TV Migalhas, em Juiz de Fora.

Veja o vídeo do seu depoimento com conteúdo de cunho gravíssimo:

Entrevista forte
Ela afirmou num Blog, em 2017, que a Lava Jato começou a pegar o Poder Legislativo, Executivo, mas apenas num segundo momento vai chegar ao Judiciário. Ela acredita que muita coisa virá à tona. Por uma questão estratégica, o Poder Judiciário vai ser alvo da Lava Jato um pouco depois, pois ainda existem muitas coisas pelo caminho para se resolver antes, afirma Calmon.

Corrupção
Segundo seu depoimento, ela chegava a pedir para os juízes fornecerem a cópia da declaração do Imposto de Renda e eles se relutavam a entregar. Ao descobrir patrimônio ilegal, ela dava 10 dias para os juízes explicarem a razão disso. Alegações insustentáveis vinham de alguns magistrados. Ela não se conformava com esse tipo de corrupção e queria abrir investigações, mas era informada de que nada disso valia, já que o juiz é protegido pela Constituição.

 

Via: blastingnews

     

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