Desembargador do TRF-4 nega novo pedido de Lula

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, João Pedro Gebran Neto, negou, nesta terça-feira (09), um novo pedido de Lula. A defesa do petista queria excluir dos autos da ação penal trechos da delação do ex-ministro Antonio Palocci. Os advogados também pediram o fim do processo onde Lula é acusado de intermediar e se beneficiar com propina de R$ 12 milhões da construtora Odebrecht.

Foram vários os pedidos feitos pela defesa do ex-presidente para o relator da Lava Jato no TRF-4. Eles pediram também que réus colaboradores apresentassem alegações finais, o que, no momento, não está sendo permitido.

Gebran emitiu um despacho e informou que não autoriza o habeas corpus de Lula, pois não é esse o caso que está sendo averiguado. Além disso, o desembargador ressaltou que desconhece qualquer ilegalidade nas reclamações da defesa do petista. O novo pedido de Lula foi negado e é mais uma derrota para a Justiça.

Acusações
Lula é acusado de receber propina da Odebrecht na forma de aquisição de um terreno, onde seria construído o Instituto que leva seu nome. Na denúncia, consta ainda a aquisição de um apartamento vizinho ao seu, em São Bernardo do Campo. Segundo os investigadores, os valores somam quantias milionárias e tudo seria dinheiro de propina.

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Delação de Palocci
Conforme divulgado pelo juiz federal Sérgio Moro, na segunda-feira (01), o ex-ministro Antonio Palocci revelou detalhes da participação de Lula nos esquemas fraudulentos. De acordo com Palocci, o líder do PT tinha total conhecimento da corrupção na Petrobras. Ele revelou que 90% das Medidas Provisórias nos governos petistas são ligadas a esquemas fraudulentos. As campanhas que elegeram Dilma Rousseff em 2010 e 2014 custaram R$ 1,4 bilhão.

Lula foi condenado pelo TRF-4 a uma pena de 12 anos e 1 mês de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro. Em suma, Palocci também “entregou” Lula em outros depoimentos.

Segundo o ex-ministro da Fazenda, Lula atuou também na compra de caças suecos. Ele exigiu que não fossem envolvidas empresas estrangeiras na construção dos navios. Dessa forma, seria mais fácil o negociamento de propina. A Odebrecht, por exemplo, já estava dentro do esquema.

Via: brasilnoato.com.br/

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