Desembargador do TRF-4 toma decisão sobre ‘prova nova’ que complica Lula


João Pedro Gebran Neto emitiu comunicado avaliando contestamento da defesa de Lula sobre material novo vindo da Suíça.
A defesa do ex-presidente da República e réu em processos da Lava Jato, Luiz Inácio Lula da Silva, está esperando ansiosamente o julgamento do dia 24 de janeiro. Lula é réu em várias ações penais e já foi condenado por Moro a 9 anos e seis meses de prisão. O petista responde por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e dependerá da decisão dos desembargadores do Tribunal Regional Federal, 4° Região, para saber seu destino.

Recentemente, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, fez um pedido de correição para o TRF-4 em busca de conseguir eliminar provas vindas da Suíça. O pedido vai contra a decisão do juiz federal Sergio Moro, que enfatizou estender perícia de um material internacional que sinaliza o funcionamento do sistema de propinas da empreiteira Odebrecht.

 

Esse material será importante durante o julgamento de Lula. Os arquivos vieram diretamente da Odebrecht e a ação penal do ex-presidente terá foco na análise do material. Caso seja condenado em segunda instância, poderá ficar inelegível para as eleições presidenciais de 2018.

Uma das ações que Lula responde sinaliza propinas de um grande sistema corrupto da empreiteira. Lula é acusado de receber cerca de R$ 12,5 milhões. O dinheiro ilícito representa um imóvel na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, avaliado em R$ 504 mil, e também um terreno que teria sido entregue pela Odebrecht e que mais tarde se tornou sede do Instituo Lula. O terreno é avaliado em R$ 12 milhões. Delação premiada com executivos e ex-executivos da Odebrecht foram cruciais para as investigações.

 

A defesa de Lula começou a contestar o material aceito por Sergio Moro na ação penal.

 

Cristiano Zanin afirmou que isso se trata de ”provas novas” e que não deveriam compor a ação penal em que Lula está respondendo. Além do mais, o advogado disse que as autoridades suíças não teriam autorizado a utilização dos materiais.

Ao receber o pedido da defesa, o desembargador do TRF-4, João Pedro gebran Neto, que irá julgar Lula, tomou uma decisão a respeito da ação. Gebran deixou claro para os advogados de Lula  que o material recebido é adequado para a ação e foi entregue conforme cooperação das autoridades internacionais com a delação da Odebrecht.

 

Conforme o andamento dos processos, a defesa de Lula está tendo cada vez mais derrotas. O ex-presidente afirma que é inocente de todas as acusações e que o Ministério Público Federal (MPF) não teria provas concretas. No próximo dia 24, é aguardado a sentença para saber o destino de Lula na política.

 

Via: blastingnews