Desembargador não se intimida e dá forte discurso em evento de Gilmar Mendes

João Gebran Neto defendeu a prisão após a condenação em segunda instância com fortes argumentos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foi o responsável em coordenar um evento na cidade de Lisboa, em Portugal, porém, um dos fatos que chamou a atenção foram as declarações do desembargador do Tribunal Regional Federal da 4a. Região (TRF-4), João Pedro Gebran Neto.

Em seu discurso, o desembargador não se intimidou e falou sobre um dos assuntos mais polêmicos no país: o cumprimento da prisão após condenação em segunda instância.





De acordo com ele, o melhor caminho para o Brasil é esse entendimento já votado na Corte, em 2016, e que tem ajudado a fortalecer as investigações punindo os criminosos.

Ele relatou que a sociedade deseja esse método eficaz e que favoreceu todos os trabalhos da Operação Lava Jato.

Gebran ressaltou que não estava mencionando apenas o caso específico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a busca de um futuro melhor para o Brasil.

Além disso, o desembargador afirmou que uma mudança nesse entendimento sobre a prisão em segunda instância não beneficia apenas os colarinhos brancos, mas vários outros criminosos que matam 64 mil pessoas por ano.

Palavras de Moro
Numa entrevista recente na TV Cultura, programa Roda Viva, o juiz federal Sérgio Moro defendeu também a prisão em segunda instância e fez vários alertas do desastre que uma alteração desse entendimento poderia ocasionar.

O juiz afirmou que o problema da impunidade não está apenas no caso de #Lula, mas ultrapassa para outros lados. Um dos exemplos do juiz, é que se o Supremo proibir a prisão após sentença em segunda instância, estarão livres da cadeia, além dos corruptos, outros criminosos, como: pedófilos, estupradores, desviadores de recursos da Saúde e da Educação e etc.




Preocupação de Mendes
Conforme matéria do jornal O Globo, uma das preocupações do ministro Gilmar Mendes, é que, ter um ex-presidente condenado é muito ruim para a imagem do Brasil.

Em evento organizado por ele, em Portugal, o VI Fórum Jurídico de Lisboa, o ministro afirmou que não espera um aumento da polarização no Brasil diante do julgamento desta quarta (04) do habeas corpus do ex-presidente Lula.

Gilmar acredita que a condenação de Lula manchou o país e isto não é algo bom. O ministro também afirmou que após o julgamento do HC do petista, as coisas vão tomando os rumos naturalmente, independente da decisão tomada pela Corte.

Vale ressaltar que a pressão sobre os ministros é muito grande. O próprio Gilmar Mendes foi xingado nas ruas de Lisboa, nesta última semana.

Via: blastingnews

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