Dilma diz que corrupção nos EUA é maior do que Brasil

Em palestra, a ex-presidente disse que “a mais extraordinária corrupção dos últimos tempos” foi nos Estados Unidos.

Na última quarta-feira (18), em uma palestra no Centro de Estudos Latino-americanos na Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, a ex-presidente Dilma Roussef disse que a crise financeira que ocorreu nos EUA, em 2008, “foi o maior escândalo de corrupção dos últimos tempos”.

A ex-presidente ainda lembrou que quando foi entrevistada em 2017 por uma emissora de TV em Genebra, na Suíça, onde perguntaram o que ela achava da corrupção no Brasil, ela disse que “a corrupção dependia muito do sistema de lavagem de dinheiro que é praticado no Brasil”.

Segundo a ex-presidente, a corrupção faz parte de um sistema de crimes que envolve desde a lavagem de dinheiro em paraísos fiscais até tráfico de drogas, terrorismo e tráficos de armas.

Segundo ela, todos esses crimes estão integrados, mas que os paraísos fiscais facilitam essas práticas ilegais.

A ex-presidente disse também que, quando assumiu a presidência em 2011, demitiu todos os funcionários envolvidos em corrupção.

Dilma é investigada
Dilma Rousseff é acusada por obstrução de justiça e desobediência judicial. Em uma conversa por telefone com Lula, Dilma falou que enviaria a ele um “termo de posse” de ministro da casa Civil para ser utilizado “em caso de necessidade”. Além disso, Dilma é acusada de tentar obstruir uma possível delação premiada do ex-senador do PT, Delcídio do Amaral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também entrou com uma ação de indiciamento do marqueteiro do PT João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, por captação de propina para o financiamento da campanha de Dilma Rousseff em 2014, nesse caso a petista é acusada de crime eleitoral de pelo Art. 237, do Código Eleitoral Brasileiro.

Cabe também a ex-presidente a acusação de extorsão que teria sido feita pelo ex-Ministro Edinho Silva, ao ex-presidente da empreiteira UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, que teria sido um dos financiadores da campanha eleitoral de 2014.

A ex-presidente também foi acusada de crime de responsabilidade fiscal por atrasar os repasses aos bancos públicos de empréstimos feitos sem a autorização do congresso.

Acusada de falsidade ideológica ao esconder a situação real da economia do país, especialmente no ano eleitoral, além de improbidade administrativa por utilizar todo um aparato de governo, avião, helicóptero, seguranças para prestar solidariedade a Lula após o petista ter sofrido uma condução coercitiva para prestar depoimento a Polícia Federal em investigação da operação lava-jato. 

Fonte: blastingnews

     

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