Em desespero, Gleisi Hoffmann corre e tenta invadir gabinete de Cármen Lúcia

Senadora petista e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, se dirigiu ao gabinete da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, após decisão no STJ.

Num gesto considerado de puro desespero, a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffmann, do Paraná, tentou adentrar gabinete da presidente da mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro, ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manobra feita pela senadora Gleisi Hoffmann acabou dando errado, já que não conseguiu ser recebida pela presidente da Suprema Corte.

O que se passou, segundo o jornal O Estado de São Paulo, é que Gleisi somente teria sido recebida pelo ministro José Antonio Dias Toffolli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Vale lembrar que Toffolli já foi advogado do PT e é um dos nomes favoráveis à mudança de entendimento na Corte em relação à possibilidade de prisão após esgotamento de recursos judiciais em tribunais de segunda instância.

Entretanto, a tentativa feita pela senadora Gleisi Hoffmann se referia a tentar pressionar a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) para que pudesse pautar o mais rápido possível o caso relacionado à permissão ou não de possibilidade de prisão após julgamento em segunda instância.

A jurisprudência da Suprema Corte, conforme decisão já tomada em 2016, por um placar de votos em Plenário extremamente apertado, por 6 a 5, determinou que fosse mantida a possibilidade de prisão após o término dos recursos na corte de apelação.

Pressão petista e forte preocupação
Com a derrota petista, principalmente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por 5 votos a 0, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em relação à rejeição de um habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-mandatário petista, correligionários do ex-presidente e apoiadores, como também diversos parlamentares do PT, pressionam para que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa pautar rapidamente em plenário o julgamento a respeito da manutenção ou não da possibilidade de prisão após julgamento em segunda instância.

Embora essa ação tenha a anuência de alguns ministros do Supremo mais ligados à Lula e ao PT, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, resiste a todo tipo de pressão para pautar esse caso, já que há pouco mais de dois anos a votação já havia sido consolidada. Ela entende não haveria razão para pautar novamente esse tema complexo e espinhoso, somente para beneficiar o ex-presidente Lula.

Após consumada a derrota de Lula no Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta terça-feira (6),o PT emitiu uma nota solicitando que se restabeleça o direito à presunção de inocência até que se esgotem as possibilidades de recursos.

O ex-presidente Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do apartamento tríplex do Guarujá (SP). A sentença foi proferida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

A condenação foi então confirmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos votos unânimes de três desembargadores federais.

Via: blastingnews