Em entrevista, Ciro Gomes ataca Sergio Moro, chamando-o de exibicionista

Político derrotado nas urnas concedeu entrevista ao jornal Valor e criticou futuros ministros do governo de Jair Bolsonaro.

Derrotado nas eleições presidenciais deste ano, Ciro Gomes concedeu uma entrevista publicada nesta quinta-feira (29) no jornal Valor.

O político falou sobre o futuro Governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e declarou sua opinião de que o capitão reformado não configura risco à democracia brasileira.

No entanto, Ciro fez duas críticas envolvendo nomes já escolhidos para o futuro governo.

Em meio à entrevista, Ciro comentou sobre o ex-juiz federal e futuro ministro da Justiça, Sergio Moro.

De início, o político foi questionado se a atual direita brasileira iria durar no poder. Ele avaliou que o responsável por ganhar a eleição não foi a direita, mas o antipetismo que se instalou no Brasil após casos ilícitos descobertos envolvendo o governo do PT.

Com isso, Ciro Gomes sinalizou que Sergio Moro defende a punição para autores da gravíssima corrupção que se instalou no país.

No entanto, o político acredita que os casos de homicídios afetam ainda mais e estão presentes recorrentemente na “cabeça do povo”.

Ciro citou que há cerca de 63 mil homicídios e 60 mil estupros registrados por ano.

Contudo, disse que Sergio Moro é “despreparadíssimo, exibicionista, jejuno”. Para justificar “jejuno”, Gomes lembrou que seu pai utilizava essa palavra para caracterizar uma pessoa que não é má, porém é um quadro publicitário.

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O político acredita que o ex-juiz não está apto para comandar o Ministério da Justiça.

Para completar sua resposta, Ciro Gomes deixou o questionamento sobre como o ex-juiz federal irá se posicionar quando a corrupção acontecer no governo, e não na oposição.

Críticas a Paulo Guedes

Ciro Gomes também criticou o escolhido de Bolsonaro para comandar a economia no futuro governo. O político foi enfático ao dizer que Guedes “é um cara razoável, nunca foi brilhante”.

Além disso, Ciro disse que Guedes teria “parado de ler” em 1980 e que “definitivamente não leu nada depois de 2008”.

Ciro Gomes também foi questionado sobre o que iria fazer se tivesse ganho as eleições.

A resposta do político foi essa: “trocar a interlocução de varejo por uma interlocução de atacado, redesenhando o pacto federativo em troca das reformas do país. Ele faz o oposto”. Ciro citou que Paulo Guedes exercerá o contrário de sua proposta.

O político também disse que a federação estaria destraçada e que a União Federal é a única para mudar essa barreira.

Em seguida seguiu com críticas a Guedes, enfatizando que essas questões não passam na mente do futuro ministro.

Ciro Gomes foi o terceiro colocado nas eleições presidenciais, ficando atrás do petista Fernando Haddad.

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