Em forte discurso, Cármen Lúcia pede respeito, cita vingança e mira em Lula

Ministra e presidente da Corte não citou nomes, mas pode ter enviado um recado ao PT.
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, abriu o ano de trabalhos do Judiciário com um forte discurso contra aqueles que atacam a Justiça. A solenidade aconteceu nesta quinta-feira (01) e contou com a presença do presidente Michel Temer, da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do Senado, Eunício Oliveira, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia e de vários ministros e outras autoridades.

 

Com fortes declarações, a ministra foi contundente e disse que não aceitará ataques à Justiça. Nos seus dizeres, isso é algo inadmissível e inaceitável.

 

Mesmo não citando nomes e nem um caso específico, um dos fatos que pode ter causado a revolta dela são a forma que os membros do PT adotaram nos últimos dias de pressionar desembargadores e criticá-los, devido a tensão com o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorrido em 24 de janeiro.

Além de Lula, líderes de movimentos, senadores da República e ex-ministros se utilizaram de propagar ódio contra aqueles que defendem a condenação do petista.

Cármen Lúcia comentou que as pessoas podem não aceitar uma certa decisão da Justiça, mas devem fazer a reclamação por atos legais e não com ameaças e outros métodos. Segundo ela, “Justiça individual” é vingança.

A ministra ressaltou que o desacato às autoridades é um tipo de ato de força pessoal ou vingança e está fora do direito da Justiça.

Respeito
Nas suas declarações, a ministra exigiu respeito à Constituição e afirmou que a Lei é a garantia de Justiça para todos. Ela citou o descumprimento da Lei como sendo um mau exemplo e que acaba afetando outras pessoas, contaminando e comprometendo a visão de instituições sérias.

A ministra deixou claro que a civilização nasce do respeito entre as pessoas e que todas têm direito a opiniões e pensamentos diferentes, porém, tudo tem que estar baseado nas leis do país.

Lula
O ex-presidente tem proferido vários ataques contra a Justiça diante de suas derrotas de apelo judicial. O juiz Sérgio Moro é um dos mais atacados por Lula e pelo PT.

 

O petista está desesperado por ter sido condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Sua prisão pode ser decretada a qualquer momento.

Ele também é alvo da Lei da Ficha Limpa e não poderá concorrer às eleições. O PT não tem outro plano caso Lula fique fora da disputa.

Via: blastingnews

     

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