Execução de perícia determinada por Sérgio Moro causa ‘fúria’ à defesa de Lula

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Determinação proferida pelo juiz Sérgio Moro em relação à realização de um perícia oficial, causou desconforto à defesa de Lula.
Neste final de ano, o juiz federal Sérgio Moro determinou que fosse realizada um perícia oficial, no caso referente às investigações de toda uma documentação proveniente da Suíça, relacionada a arquivos que fizeram parte do sistema eletrônico da Construtora Odebrecht, principal empreiteira envolvida no mega escândalo de Corrupção da Petrobras, denominado de “Petrolão” e que acabou acarretando a “sangria” dos cofres públicos da maior estatal brasileira.

 

Vale lembrar que rombos bilionários foram desviados da Petrobras, cujas apurações se encontram sob investigação no âmbito da Operação Lava Jato, considerada a maior operação anticorrupção já instituída no Brasil, além de já ser vista mundialmente, como uma das maiores operações de combate relacionado a crimes de “colarinho branco”.

Um dos casos mais emblemáticos que segue sendo investigado no âmbito da força-tarefa sediada em Curitiba, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal do Paraná em primeira instância, se refere a processo de acusação contra o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Decisão de Moro enfurece defesa do ex-presidente Lula
No último dia 11, o juiz Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato em primeira instância, solicitou uma pericia oficial que deverá sanar as dúvidas em relação à elucidação de crimes de corrupção, conforme teriam ocorrido através de um sistema eletrônico de distribuição de propinas por parte da empreiteira Odebrecht, através da extração de arquivos que foram encaminhados diretamente da Suíça. Conforme a decisão proferida pelo magistrado paranaense, a perícia oficial autorizada torna-se “essencial para que possa garantir a integralidade da prova”, segundo a opinião do presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais, Marcos Camargo.

Entretanto, a extensão de uma perícia oficializada dirigida às apurações a respeito do sistema eletrônico da construtora supracitada, suscitou dúvidas e levantou grande polêmica e preocupação por parte de defensores do ex-presidente Lula, como o advogado Cristiano Zanin Martins. De acordo com o defensor do ex-mandatário petista, a extensão da respectiva perícia criminal seria considerada como “material de prova nova”, o que não poderia ser considerado para o mesmo processo de investigação.

 

Porém, de acordo com a contabilidade informal da empreiteira, presente nos arquivos extraídos, teria sido instituída uma espécie de distribuição de propinas, por meio de um setor destinada para isso. Vale ressaltar que o ex-presidente Lula é acusado pela prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em processo que apura o recebimento da quantia equivalente a cerca de R$ 12,5 milhões, por parte do petista.

Via: blastingnews


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