Fuga de advogado revolta Moro e juiz pede esclarecimentos para a defesa de Lula

O magistrado explicou o motivo de não ouvir o ex-advogado da Odebrecht, Taclan Duran.

O juiz federal Sérgio Moro explicou o motivo de não aceitar o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ouvir o ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Taclan Duran. De acordo com o juiz, o advogado possui graves problemas de credibilidade.

Duran denunciou que houve fraude nos sistemas de contabilidade da Odebrecht, no caso o Drousys e o My Web Day. Diante disso, a defesa de Lula pediu insistentemente para que Moro ouvisse o advogado.

 

O magistrado justificou, de uma forma aparentemente irritada, que Taclan Duran não deve ser ouvido por vários motivos. Primeiro porque ele não foi chamado para ser testemunha, segundo que ele não tem nenhuma relação no caso do sítio em Atibaia e, além disso, o advogado é acusado de lavagem de dinheiro, totalizando uns dezoito milhões de dólares e fugiu para o exterior, momentos antes de decretarem sua prisão.

Segundo o juiz, o criminoso poderia até ser ouvido se tivesse realizado um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e assumido o desejo de falar somente a verdade.

Esclarecimentos

Sérgio Moro disse não entender por que os advogados do petista insistem tanto com o depoimento de Duran se o correto seria explicarem a causa de todas essas reformas do sítio. Conforme dizeres de Fernando Bittar, que no papel é o dono do imóvel, não foi ele quem pediu todas essas reformas e ele estaria por fora disso.

Para o juiz, se foi Lula quem custeou todas as reformas, isso pode ser facilmente provado pela defesa. Não há necessidade de ouvir testemunhas do exterior, declara o juiz.

 

O advogado Cristiano Zanin repudiou a atitude do juiz e afirmou que o ex-advogado da Odebrecht poderia comprovar uma manipulação que envolveu documentos que estavam na posse do MPF.

Acessos

Sérgio moro indeferiu um pedido dos advogados de Lula para que eles pudessem ter acesso ao sistema Drousys e My Web Day, que contém informações preciosas sobre a comunicação do setor de propinas da Odebrecht e a contabilidade da construtora.

Moro tem usado dados do sistema contra Lula e a defesa do petista alega necessidade de acessá-lo para poderem se defender melhor.

O juiz explicou que indeferiu o pedido porque no sistema existem muitas outras informações de pagamentos a terceiros que não cabe ao conhecimento dessa defesa.

Se os advogados tiverem acesso ao sistema, colocaria em risco a eficácia das investigações de outros crimes que envolvem agentes públicos. Porém, Moro  liberou os acessos que fazem referência ao sítio de Atibaia.

 

Via blastingnews

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