Fuga: doleiro desafia Lava Jato e vai à Europa em navio de luxo com 18 andares

René Maurício Loeb ficou sabendo de prisão e conseguiu escapar. Advogados tentam acalmar as coisas.

A Operação “Câmbio, Desligo”, uma das maiores deflagrações da Lava Jato que teve como alvo 45 doleiros que trabalhavam para o ex-governador Sérgio Cabral, desarticulou um esquema criminoso comandado pelo doleiro-chefe, Dario Messer, que no momento, está foragido. Junto com ele, participava dos crimes o doleiro René Maurício Loeb. Segundo informações do Ministério Público Federal (MPF) e divulgadas pelo site Globo, Loeb embarcou em Santos para uma viagem à Europa, dias antes de ser deflagrada a “Câmbio, Desligo”.

Ele teria recebido informações da operação, que foram vazadas, e organizou a sua fuga. Para sair do país, em grande estilo e como uma forma até mesmo de desafiar a Justiça Brasileira, principalmente, o juiz Marcelo Bretas que cuida do caso, o doleiro fugitivo embarcou num navio de alto luxo, com escadas adornadas com cristais Swarovski e piscina com borda infinita.

A defesa do doleiro justificou que a viagem foi um caso de precisão. Ele estaria com graves problemas de saúde e procurava no Exterior um tratamento mais eficaz para a sua fibrose pulmonar idiopática. Conforme os advogados, a doença é rara e prejudica na respiração já que deixa cicatrizes nos pulmões.

A defesa mostrou atestados médicos comprovando a doença de Loeb e ele não poderia viajar de avião. Os advogados pedem para Bretas cancelar o pedido de prisão para que o cliente possa se tratar com tranquilidade no Exterior.

Suspeitas do MPF
Os procuradores notaram que existem fatos estranhos e que causam grandes suspeitas. O doleiro fugitivo escolheu a Alemanha, país em que ele é cidadão. Dessa forma, ele não pode ser preso.

Investigadores da Lava Jato acreditam que a informação da operação vazou e chegou até os criminosos e isso ajudou na fuga.

Os advogados do doleiro contestam e afirmam que ninguém ficou sabendo das investigações e que a viagem já era algo marcado.

Luxo
Conforme informações da operação, Renê Maurício Loeb movimentou cerca de R$ 100 milhões no mercado negro do dólar. Ele viu o Brasil pela última vez no dia 8 de abril. O doleiro estava na varanda da cabine 13045 do cruzeiro MSC Preziosa.

O navio é gigantesco com acomodações preparadas para receber 4,3 mil turistas. São 18 andares, 26 elevadores, uma estrutura poderosa de 140 mil toneladas.

Há uma padaria própria, onde 15 funcionários se revezam a fim de manter por 24 horas o funcionamento.

Além de Loeb, outros envolvidos nos crimes estão foragidos e vários países já estão sendo consultados.

Via: blastingnews