Gabriela Hardt comanda uma das maiores operações da Lava Jato dos últimos tempos e manda prender gente muito poderosa – News Atual
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Gabriela Hardt comanda uma das maiores operações da Lava Jato dos últimos tempos e manda prender gente muito poderosa

A juíza Gabriela Hardt tem se saído muito bem como substituta de Sérgio Moro na 13.ª Vara Federal do Paraná. Após interrogar o ex-presidente Lula sem permitir que o escorregadio petista a manipulasse, a juíza que assumiu o comando da Lava Jato na primeira instância em Curitiba assumiu uma das maiores operações realizadas pela força-tarefa dos últimos meses.

Gabriela Hardt expediu nada menos que 22 mandados de prisão, sendo 14 de prisão temporária e 8 de prisão preventiva. Alguns deles contra gente poderosíssima, como o empresário César de Araújo Mata Pires Filho, herdeiro da OAS e até então, intocável pela maior investigação contra a corrupção no mundo.

O todo poderoso da OAS, que se encontra nos exterior e prometeu se entregar às autoridades no próximo domingo, é apontado peelo envolvimento direto em mais um mega esquema de corrupção do PT nas obras de construção da Torre Pituba, sede da Petrobras em Salvador.

“Foram colhidos elementos indicativos do envolvimento direto de César de Araújo Mata Pires Filho, então vice-presidente da empreiteira OAS, nas ilicitudes verificadas na construção da Torre Pituba, como restou evidenciado por sua atuação destacada na obtenção do aditivo contratual com a SPE Edificações Itaigara, que garantia não apenas maior volume de ganhos para a empreiteira, mas, de consequência, também o repasse ainda maior de recursos ilícitos ao Partido dos Trabalhadores, dirigentes da Petros e demais envolvidos”, escreve Hardt, em seu despacho.

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A Operação Sem Fundos, 56ª fase da Operação Lava Jato, é a primeira a ser deflagrada pela Justiça Federal do Paraná após a saída de Sérgio Moro.

O prédio, apelidado de Torre Pituba, foi construído com recursos da Petros com a finalidade de ser alugado pela companhia. O custo estimado do projeto foi de R$ 1,3 bilhão –dos quais pelo menos R$ 68 milhões foram desviados em pagamento de propina, segundo o Ministério Público Federal.
Construída sob medida pela Petros para abrigar os escritórios da Petrobras em Salvador, a Torre Pituba estava orçada inicialmente em R$ 320 milhões. Ao final, só a construção custou cerca de R$ 747 milhões. O projeto final, que incluiu contratos de gerenciamento e projetos executivos, consumiu R$ 1,3 bilhão.

Segundo o despacho da juíza, Pires Filho “se envolveu pessoalmente nos contratos fictícios celebrados” pela empreiteira para viabilizar o repasse de valores indevidos. De acordo com a decisão, ele ainda é suspeito de ter autorizado o pagamento de propinas na obra.

Com informações da Folha / IMPRENSA VIVA 

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