Gebran dá fim as decisões e responde com firmeza argumento de Favreto

O relator dos processos da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4° Região, João Pedro Gebran Neto, respondeu aos argumentos do plantonista Rogério Favreto. A tarde de domingo de ontem ficou marcada por um embate entre Sergio Moro e Rogério Favreto. O desembargador que estava de plantão utilizou artimanhas para tirar Lula da cadeia. O caso chegou a movimentar o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria Geral da República.

Nesta tarde de segunda-feira, 9 de julho, Gebran ratificou a revogação e justificou que os argumentos apresentados pelo desembargador não são relevantes. Gebran explicou para Favreto que o plantão no TRF-4 não permite que sejam feitas alterações em processos que já foram discutidos no colegiado.

Segundo Gebran: “Não há amplo e ilimitado terreno de deliberação para o juiz ou para o desembargador plantonista”.

Rogério Favreto justificou seu ato, considerado por muitos do meio jurídico como falho, que havia um elemento novo em questão. Favreto disse que a pré-candidatura de Lula à presidência da República seria um fato novo a ser discutido. No entanto, Gebran teve que explicar que a questão da candidatura entrou em pauta quando o TRF-4 condenou Lula em 12 anos e um mês de cadeia. O relator da Lava Jato deixou claro que os desembargadores na ocasião, estavam cientes do caso quando deram a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro ao petista.

Lula não está acima da Lei
Gebran enfatizou em sua justificação que Lula não está acima da Lei. O relator avaliou que o ex-presidente não pode ter tratamento diferenciado. O posicionamento de Rogério Favreto foi uma afronta aos outros desembargadores do TRF-4 que condenaram Lula. Além do mais, instâncias superiores também foram afrontadas.

Cármen Lúcia acionada
A presidente do Supremo chegou a ser acionada no momento da “guerra de liminares”. Cármen Lúcia observou a reação do desembargador nas diversas tentativas de soltar Lula.

PT já estava em festa
Os petistas já estavam comemorando a soltura do ex-presidente. No entanto, as negativas de Moro, Gebran e do presidente do TRF-4, Carlos Thompsom Flores, frustou a comemoração do partido.

Lula está preso desde o dia 7 de abril.

Fonte: O ANTAGONISTA

   

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