Gilmar Mendes diz esperar julgamento de recurso de Lula até final de agosto

Nesta última quarta-feira, 22 de agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, comentou sobre o julgamento do recursos do ex-presidente Lula. Próximo as eleições presidenciais, Lula e sua equipe de defesa tentam artimanhas para colocar o condenado em segunda instância na corrida eleitoral. No entanto, a Justiça demonstra que impedirá a candidatura de Lula.

Contudo, o ministro Gilmar Mendes acredita que o recurso de Lula deva ser julgado até o dia 31 de agosto. Caso contrário, o ministro enfatizou que se o recurso não for julgado até a data, o ex-presidente poderá se apresentar como candidato no horário eleitoral.

Segundo informações do portal “Uol”, Mendes disse: “Se não tiver (decisão), vai para a televisão, acho que sim. Mas minha expectativa é que o TSE vai resolver o mais rápido”.

Ministro Barroro
O ministro relator do registro de Lula no Superior Tribunal Eleitoral, Luís Roberto Barroso, avaliou que o caso só irá para a Corte eleitoral no início de setembro. Do contrário, Barroso disse que é necessário respeitar o período de tramitação do registro da candidatura.

O posicionamento de Barroso se mostra-se contraditório com o do ministro Mendes.

Igualmente como outros candidatos, Barroso disse que os políticos deverão seguir o rito previsto na Lei. Ao que tudo indica, o ministro do Supremo indicou que todos os candidatos concorrentes ao Palácio do Planalto deverão seguir à risca o mesmo conceito.

Nesta última quarta-feira, o prazo de pedidos de impugnação para candidatura de Lula se encerra. Ao todo, existem 14 pedidos. O pré-candidato Jair Bolsonaro e a Procuradoria-Geral da República colocaram-se contrários a candidatura do condenado em segunda instância.

Lula foi preso no dia 7 de abril. O petista é condenado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A equipe de defesa de Lula é composta pelos advogados Cristiano Zanin e Sepúlveda Pertence. Devido sentença, Lula deverá cumprir 12 anos e um mês em regime fechado.

Fonte: UOL e Brasil no Ato

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