Gilmar Mendes quer ver Lula, mas pode ser surpreendido com decisão de juíza

Ministro do STF pretende entrevistar o ex-presidente Lula para gravar depoimentos de constituintes de 1988.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, está trabalhando em um projeto do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), juntamente com a Fundação Getúlio Vargas, sobre a comemoração dos 30 anos da Constituição Federal de 1988.

Entre os anseios do projeto, estão várias entrevistas com congressistas que integraram a Assembleia Constituinte, em 1987. Entre as pessoas que participaram da elaboração da Carta Magna, está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro pretende entrevistá-lo da mesma forma que fez com o presidente Michel Temer, no domingo (06).

Porém, Mendes pode ser surpreendido com uma resposta negativa da juíza Carolina Moura Lebbos, da 12a.

Vara Federal de Curitiba e que é responsável pelas regras da prisão de Lula. A juíza já negou vários pedidos de governadores, deputados e outras personalidades que queriam ver o petista. Ela tem se mostrado rígida e em todas as suas decisões, ela consulta, antes, o juiz federal Sérgio Moro.

Atento a isso, Gilmar Mendes já pensa num plano B caso não possa ver Lula. Ele afirmou que pedirá para uma outra pessoa colher o depoimento do petista. Lula está preso na Superintendência da PF, em Curitiba, condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Reação contra Gilmar
O ministro tem causado fúria da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), que possui 40 mil juízes e membros do MP.

Durante o julgamento da restrição do foro privilegiado, Mendes atacou os juízes de primeiro grau, que ficaram encarregados de receberem os processos dos políticos sem foro especial.

A Frentas viu as críticas como desrespeitosas, principalmente quando Mendes comentou que se preocupava em deixar os processos dos sem foro com “essa gente”. Esse termo foi utilizado pelo ministro para falar dos juízes de primeiro grau, que inclui, também, Sérgio Moro.

Mendes foi mais longe e criticou também a quantidade de Tribunais Regionais do Trabalho no País.

Os juízes repudiaram as críticas e afirmaram que cumprem satisfatoriamente suas missões constitucionais. Eles ressaltaram a garantia da Justiça do Trabalho com a rapidez dos processos e a eficácia nos valores distribuídos.

Resposta do ministro
Gilmar Mendes decidiu não falar sobre a manifestação dos juízes e até o momento, não se pronunciou. Os ataques dele mostram que ele não concorda com o andamento da Operação Lava Jato.

Via: blastingnews