Gleisi agride Moro, defende Maduro e chama Che Guevara de ‘guerrilheiro heroico’ em foro comunista

Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PR), ré por corrupção em ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), fez um alucinado discurso de esquerda com agressões ao juiz Sérgio Moro durante a abertura do 23º Foro de São Paulo, que reúne na Nicarágua as viúvas do comunismo.

Em seu delírio esquerdista, especialmente contra a condenação do alarife Lula, Gleisi Helena também enalteceu Che Guevara, um assassino patológico, e Nicolás Maduro, o desastroso e criminoso presidente da Venezuela, além de celebrar o centenário da Revolução Russa. As informações são da Gazeta do Povo.

O encontro reúne partidos de esquerda da América Latina e Caribe e ocorre de 16 a 19 de julho. Em seu discurso, Gleisi, a “Amante” nas planilhas de propinas da Odebrecht, insistiu na cantilena de que Lula está sofrendo perseguição por parte do Judiciário, apesar de o ex-presidente estar sendo defendido por um batalhão de advogados caros e ter usado todos os recursos que a lei faculta em sua defesa. A senadora agrediu o juiz Moro sugerindo que ele age com motivações ideológicas e classificou-o como “um representante da direita golpista”.

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“A direita reacionária e golpista não descansa. Na semana passada um juiz de primeira instância no Brasil condenou o presidente de honra do PT e ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos de prisão com base em delações sem fundamento e sem provas”, disse.

“Estamos frente a ofensiva de judicialização da política em todo o continente, e no Brasil a intenção é destruir o PT e impedir que o maior líder popular brasileiro, Lula, seja nosso candidato nas eleições presidenciais de 2018, pois sabem que a possibilidade de sua vitória é enorme”, completou.

Em contrapartida, Gleisi destacou a absolvição do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. “Contra ele apenas pesavam delações e não provas conforme instrui o Código Penal do Brasil, seguido corretamente pelos juízes de segunda instância”, afirmou.

A senadora também disse que o PT “manifesta seu apoio e solidariedade” ao governo do tiranete Nicolás Maduro, que, segundo a presidente dos petistas, está exposto a uma “violenta ofensiva da direita”. “Temos a expectativa que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica.”

Gleisi Helena lembrou que neste ano a Revolução Russa de 1917 completa cem anos. “Comemoramos também o cinquentenário da queda em combate e o assassinato posterior do guerrilheiro heroico, o comandante Ernesto Che Guevara, a quem recordamos para que tenhamos sempre presente a necessidade da transformação social de nossos países”, declarou.

Esse tom mais duro com ideias de esquerda tem sido comum desde que o PT deixou o governo e retornou à oposição. Gleisi aproveitou a plateia favorável para fazer um clamor por mais apoio em prol da retomada do poder, como se a opinião dos “camaradas” pudesse interferir na democracia brasileira.

A parlamentar afirmou que o PT defende a necessidade de enfatizar a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, os direitos dos trabalhadores imigrantes, o rechaço à xenofobia e ao racismo, além de fomentar a agenda do trabalho decente, a democratização dos meios de comunicação e a valorização da economia social e solidária.

“Mais do que nunca necessitamos de um governo de esquerda de volta ao nosso país para retomar o desenvolvimento nacional, a política externa altiva e ativa e reverter às consequências do ajuste neoliberal imposto pela quadrilha golpista que se instalou no nosso governo”, disse a presidente do PT. (Ucho.Info)(cesar weis)

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