Governo federal rebate governadora de Roraima e guerra contra venezuelanos continua

O ministro Sergio Etchegoyen rebateu um pedido feito por Suely Campos, governadora de Roraima. O Estado ficou tomado pela calamidade desde que imigrantes venezuelanos entraram demasiadamente no estado. Contudo, um pedido de Suely foi negado pelo governo federal, trazendo sinais de instabilidade na região. Com isso, segurança e saúde são as áreas mais prejudicadas no momento.

Campos pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a entrada de venezuelanos no estado fosse impedida. No entanto, evidenciou que os venezuelanos fugidos de seu país sejam enviados para outros estados brasileiros, a fim de aliviar os impactos em Roraima.

Contudo, o governo federal ignorou o pedido e evidenciou que isso é questão humanitária e “não há o que fazer”. A população de Roraima estaria dividindo os poucos recursos públicos com os imigrantes, passando necessidades.

Sergio Etchegoyen, do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), negou o pedido, enfatizando que é necessário cumprir a Lei. O ministro disse que não há nenhuma possibilidade de fechar a fronteira com a Venezuela para evitar novas entradas no país. Etchegoyen disse que a lei brasileira proíbe o fechamento de fronteiras, e ele enfatiza que está escrito que deve-se acolher os refugiados.

A governadora de Roraima já havia feito um pedido ao STF. No entanto, a ministra Rosa Weber negou em outra ocasião.

Cenas de guerra e violência
Os brasileiros de Roraima estão inconformados com a situação precária que se tornou o estado. Com isso, estão agindo com violência contra os venezuelanos. Grupos de brasileiros estão perseguindo os imigrantes e colocando fogo em seus pertences. O caso se iniciou após um comerciante ter sido agredido em uma tentativa de assalto.

Homens da Força Nacional foram acionados para entrar no local e conter os crimes. Não há previsão do fim da “guerra” no estado. Tudo se iniciou após o governo ditador de Nícolas Maduro ter instalado uma terrível crise política e econômica na Venezuela.

Logo, cerca de 1 milhão de venezuelanos fugiram de seu país. No Brasil, foi comprovado a entrada de mais de 130 mil pessoas. Entre os fugitivos estão mulheres e crianças.

Fonte: FOLHA e Brasil no Ato

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