Indicado para Defesa nega que Villas Bôas sugeriu intervenção em caso de liberdade a Lula

General Fernando Azevedo e Silva afirma que comandante do Exército não cogitou ação militar em caso de habeas corpus ao petista.

Um dos militares mais destacados das Forças Armadas e futuro ministro da Defesa do Governo do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, general Fernando Azevedo e Silva, falou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo sobre temas espinhosos enfrentados pelo país.

Ao ser questionado se o Exército teria agido se o ex-presidente Lula tivesse sido solto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), como teria sugerido o comandante da Força, general Eduardo Villas Bôas, Azevedo e Silva afirmou: “ele não quis dizer isso. Villas Bôas é um democrata, sabe o papel do Estado, da importância do Judiciário”.

Eventual soltura de Lula

Após a resposta do general, o jornal insistiu e questionou: “e se tivesse ocorrido outro resultado?”.

Azevedo e Silva então respondeu: “não aconteceu outro resultado”.

Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

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A pena do ex-presidente, de mais de doze anos de prisão, está relacionada ao inquérito que apurou a aquisição de um apartamento tríplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.

Atualmente, Lula responde ao processo que envolve reformas em um sítio na cidade de Atibaia, no interior paulista, também no âmbito das investigações da força-tarefa da Lava Jato.

O general Azevedo e Silva comentou, durante a entrevista, a respeito do futuro governo de Jair Bolsonaro e o papel dos militares.

O militar disse que as forças militares não possuem protagonismo no país, porém, possuem muito “reconhecimento” por parte da população brasileira.

Ele concluiu ainda que Bolsonaro foi eleito pelas regras democráticas e que o presidente eleito seria uma liderança política, com origem militar.

E que “os militares realmente o admiram muito”, segundo o general Azevedo.

Via: Blastingnews

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