Intrigado com Cármen Lúcia, Lewandowski decepciona Lula para evitar vergonha

Ministro seria uma das esperanças do ex-presidente Lula, mas percebeu que poderia se dar mal.

O ministro Ricardo Lewandowski teve uma postura fora do comum nesta sexta-feira (09). Ele, que sempre teve decisões que eram aplaudidas pelo PT, acabou indo em direção contrária e jogou um balde de água fria nos defensores de Lula. Essa mudança de pensamento e posição pode ser a melhor forma de evitar um atrito com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

Conforme informações do jornal O Globo, Lewandowski optou por não levar ao Plenário da Corte dois pedidos de habeas corpus que questionam o entendimento do Supremo sobre a prisão de condenados por determinação da segunda instância.

O ministro alegou que os habeas corpus dos réus já foram levados ao Plenário e estão com liminares concedidas, por essa razão, não há caráter de urgência para julgamento.

A notícia pode ter ofuscado os anseios petistas. A esperança de Lula também fazia parte das decisões desse ministro, que chegou a escrever um artigo pela Folha de São Paulo criticando a presidente da Corte por não colocar esse assunto polêmico na pauta.

Mudando de postura, Lewandowski ressaltou que é importante, em primeiro lugar, que a ministra coloque essa discussão em julgamento para depois serem levados os casos específicos no Plenário. Conclusão: não se pode passar em cima da presidente da Corte, pois poderia seria um erro grave e vergonhoso.

Cármen Lúcia já falou que não vai pautar esse assunto no momento, por se tratar de uma decisão recente do STF. O ministro Edson Fachin também possui um caso semelhante a de Lewandowski e até agora não se pronunciou. O temor a Cármen Lúcia está falando mais alto.

Procedimentos
Tudo está colaborando para que a resistência da ministra continue. Colegas de tribunal ouvido em caráter reservado afirmaram que concordam com esses procedimentos e que a melhor decisão é não levar esse tipo de assunto sobre os habeas corpus para discussão no STF, ainda mais nesse momento.

Apenas Celso de Mello, o decano da Corte, tem relutado a pressionar Cármen para colocar na pauta do Supremo um novo entendimento sobre o cumprimento da prisão apenas após se esgotarem todos os recursos disponíveis.

Vale ressaltar que Celso de Mello é amigo muito próximo do novo advogado de Lula , Sepúlveda Pertence.

Rosa Webber
Numa grande reviravolta na Corte, até a ministra Rosa Weber já está pensando em mudar o seu entendimento sobre a prisão em segunda instância. Se o julgamento fosse hoje, haveria grande possibilidade dela votar conforme Luis Roberto Barroso e Luiz Fux.

Via: blastingnews