Juiz Sérgio Moro ameaça prender ex-líder de Lula e Dilma por suspeita de calote

Magistrado da Lava Jato deu o prazo de cinco dias para o ex-deputado Cândido Vacarezza pagar a fiança combinada com a força-tarefa.

O juiz federal Sérgio Moro enviou um despacho, nesta terça-feira (14), exigindo que o ex-deputado Cândido Vacarezza (Avante-SP) pague pela fiança estipulada em 2017 pela Operação Lava Jato. O ex-líder dos governos dos governos Dilma e Lula na Câmara dos Deputados saiu da cadeia em agosto de 2017, mediante fiança de R$ 1,5 milhão. Porém, até o momento, ele não pagou a quantia, e Moro ameaçou prendê-lo novamente.

O juiz paranaense deu o prazo de cinco dias para que a conta seja acertada. Um dos pontos observados e que podem demonstrar má vontade do ex-parlamentar é que ele arrecadou valores para sua campanha de deputado federal através do WhatsApp.

A “vaquinha” de Vacarezza foi revelada pelo jornal O Estado de São Paulo.

Conforme as informações da matéria, estaria em intensa campanha. Vale lembrar que ele foi solto por Moro após declarar saúde debilitada. Entretanto, não é isso que está acontecendo, aparentemente. O ex-deputado realiza inúmeras viagens e participa de várias reuniões do partido.

O juiz Sérgio Moro ressaltou que Vacarezza não perdeu os direitos políticos, porém, o lançamento de uma campanha para deputado federal mostra que o candidato tem dinheiro, o que contrasta com a informação de seus advogados, que afirmaram que ele estaria com dificuldades financeiras.

O magistrado observou que a situação dele não é ruim financeiramente. Em sua residência, foi apreendido R$ 120 mil em espécie. Todo o seu tratamento de saúde está sendo realizado por profissionais renomados e em hospitais com alto custo.

Se sentindo enganado
A postura de Vacarezza também mostrou que ele não está cumprindo com a palavra. De acordo com o juiz, ele renunciou ao posto de presidente do Avante para provar que não pretende mais participar de atividades políticas. Dessa forma, ele não teria como cometer crimes contra os cofres públicos. Para Moro, ele não está sendo sincero.

Segundo o magistrado, se o investigado não cumprir o que prometeu, ele terá a sua prisão preventiva decretada. O ex-deputado tem cinco dias para depositar o valor da fiança. Moro também exige que o Ministério Público Federal atualize as investigações para saber em que ponto está.

Defesa
A defesa de Vacarezza pediu ao juiz para que cancele as medidas cautelares. De acordo com os advogados, isso afetaria os trabalhos de campanha do seu cliente e seria, no caso, uma deturpação do sistema democrático. O pedido dos advogados foi feito na segunda-feira (13).

Via: blastingnews

     

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