Lava Jato cobra R$ 90,1 milhões de José Dirceu como reparação

Mantido em liberdade pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, apesar de sua condenação em segunda instância, o ex-ministro José Dirceu aproveita sua liberdade para coordenar as campanhas do PT. Condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região de Porto Alegre a uma pena de mais de 30 anos de prisão em regime fechado, Dirceu caiu novamente no radar da Lava Jato. A força tarefa da investigação baseada em Curitiba cobra do petista a soma de R$ 90,1 milhões, como parte da pena imposta a Dirceu em sua condenação, que que incluo o crime de organização criminosa no esquema instalado na Petrobras.

Graças à decisão da Segundona do STF, Dirceu não chegou a cumprir nem dois meses da execução provisória da pena. Além da suspensão do cumprimento da pena, a cobrança dos R$ 90 milhões também está congelada.

Na denúncia, o Ministério Público Federal acusou José Dirceu de receber propinas da empreiteira Engevix à Diretoria de Serviços da Petrobras entre 2005 e 2014. O ex-ministro teria levado R$ 10,2 milhões por meio de contratos firmados entre a empreiteira e empresa Jamp Engenheiros Associados, do operador Milton Pascowitch – um dos delatores da Lava-Jato.

Os R$ 90.118.367,17 cobrados do petista são a soma de R$ 1.564.685,30, de multa e honorários, com R$ 88.553.708,96 por reparação do dano. Este ressarcimento está ligado a 12 contratos firmados entre abril de 2007 e março de 2012.

Esta semana, o ex-presidente Lula foi definitivamente afastado do processo eleitoral, após o Tribunal Superior Eleitoral declará-lo inelegível. O petista continua preso em Curitiba.

Via: publicabrasil.com

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