Lava Jato: Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e empresário serão julgados no STF


Presidente nacional do PT, seu marido e o empresário do casal, Ernesto Kugler Rodrigues, deverão comparecer na próxima semana ao Supremo.
Se engana quem pensa que Lava Jato é coisa do passado. Agora, quem está na “berlinda” é a atual presidente do partido de Lula, o PT (Partido dos Trabalhadores). Foi determinado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por meio de marcação do ministro Lewandowski, o julgamento da senadora Gleisi Hoffmann, seu marido Paulo Bernardo, também filiado ao PT, e o empresário do casal, Ernesto Kugler Rodrigues. A liberação foi feita pelo ministro Celso de Mello, neste caso em específico. O caso envolve o MPF (Ministério Público Federal), que acusa a senadora de ter recebido propina para sua campanha ao senado no ano de 2010 no valor de R$ 1 milhão.

Com foro privilegiado, a petista já é ré desde o ano passado (2017) por Corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A origem desse dinheiro seria ilícita segundo consta nas acusações, partindo da Diretoria de Abastecimento da Petrobras na época. O dinheiro desviado da petrolífera teria supostamente chegado às mãos do empresário, parcelado em 4 vezes. “Não tem jeito. Enquanto a turma do PT não se filiar ao PSDB não tem escapatória.”, afirmou um internauta.

“Ainda tenho dúvidas se a lei vale para todos. A impressão que tenho é de estar assistindo a um jogo de xadrez em que uma das partes abre suas defesas para desferir um xeque-mate. […]”, disse outro.

Continuação se deve à liberação de processos no STF de investigações da Operação Lava Jato
Apesar de a Operação Lava Jato ter iniciado em 2014, os resultados de esquemas de corrupção ainda continuam a aparecer.

Neste caso da senadora, a ligação é feita com as irregularidades da Petrobras. Na corte, a 2ª turma deverá ser composta por Gilmar Mendes, Edson Fachin e Dias Toffoli.

Gleisi Hoffmann e seu marido Paulo Bernardo deverão comparecer ao STF na próxima terça-feira (19).

Gleisi Hoffmann reclama de moldes da Lava Jato; a presidente do PT, o marido Paulo Bernardo e o empresário do casal devem responder
A senadora reclamou em nota dizendo estar sofrendo perseguição por causa do PT. Ela culpa a negociação de benefícios que criminosos já condenados estão realizando, o qual chama de delações mentirosas, e alegou ainda não existirem provas e nem indícios contra ela, mesmo com as acusações do MPF.

O empresário do casal teria recebido dinheiro do doleiro Alberto Youssef. O valor seria para manter Paulo Roberto Costa, na época, na diretoria da Petrobras.

Se condenados, ambos se tornam inelegíveis pela Lei Ficha Limpa. A presidente do PT alegou ainda que muitos são acobertados pela Lava Jato. A senadora chamou a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) de escandalosa.

Via: blastingnews