Líderes de caminhoneiros negam acordo e dizem que a greve continua

Apesar do anúncio do governo de que houve um acordo com os caminhoneiros, não é certo que a greve será encerrada amanhã. Líderes de grupos de caminhoneiros autônomos negam que tenham aceitado o acordo.

Wallace Landim, conhecido como “Chorão” e representante dos motoristas autônomos do Centro-Oeste, afirmou que seu grupo estava na Casa Civil e não foi ouvido. Caminhoneiros desse grupo disseram que não pretendem liberar as estradas.
O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, abandonou a reunião com os ministros e afirmou que a paralisação só será suspensa quando a decisão de zerar a alíquota do PIS-Cofins virar lei. “Algumas pessoas deram um voto de confiança para aguardar 90 dias. A Abcam não aceitou isso e se retirou da reunião. Metade do que o governo fala ele não cumpre, e a outra metade fica engavetada”.

José Araújo, conhecido como “China”, da União Nacional dos Caminhoneiros, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que não assinou o acordo porque “são só promessas e não temos nada de concreto”. Segundo ele, “se cumprir está bom, mas precisamos de ver tudo em vigor e não só promessas pois de promessas estamos cheios”. E avisou: “só com promessas não vou pedir a ninguém para acabar com o movimento porque a greve não é mais só nossa, mas da população”.

Vídeos que circulam na internet mostram caminhoneiros em Santos (SP) e em Palhoça (SC), em grupos, afirmando que não pretendem encerrar a mobilização.

 

     

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