Lula tenta ‘complicar’ o juiz Sérgio Moro e TRF4 reage com decisão contundente

Tribunal da segunda instância que julga a Operação Lava Jato barrou uma nova argumentação encaminhada pela defesa do ex-presidente Lula.

O Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, capital gaúcha, é a Corte de Apelação ou Tribunal de segunda instância, responsável pela revisão das sentenças proferidas pelo juiz federal Sérgio Moro, no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Vale lembrar que um dos casos mais emblemáticos que tramitam no TRF4 de Porto Alegre, é o caso tríplex, cuja decisão tomada anteriormente pelo magistrado paranaense supracitado, acarretou na condenação do ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva, em primeiro grau, por práticas criminosas de “colarinho branco”, como corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

Os desembargadores federais da segunda instância confirmaram a decisão tomada por Moro, pela condenação do ex-mandatário petista, com pena de mais de doze anos e um mês de prisão em regime fechado, cuja determinação da Corte corresponde ao cumprimento da pena, após esgotados os recursos judiciais na Corte, os denominados “embargos de declaração”.

 

‘Barrada’ nova ofensiva judicial

Nesta quarta-feira (28), os desembargadores federais da Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, rejeitaram, de forma unânime, uma nova solicitação formulada à Corte de Apelação, encaminhada pela defesa do ex-presidente Lula. Os advogados do petista encaminharam um pedido de suspeição contra o juiz Sérgio Moro, responsável pela condução da Lava Jato, em primeira instância, que é considerada a maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira.

A defesa do ex-mandatário petista apregoou ainda que ocorresse uma distribuição de processo que envolve o ex-presidente Lula, para outro magistrado, em relação ao caso específico do inquérito que investiga a propriedade de imóveis localizados na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, região metropolitana da cidade de São Paulo. Os imóveis verificados se referem a um apartamento de luxo ocupado pelo ex-presidente Lula e um terreno que seria utilizado para sediar o Instituto Lula, atribuído ao petista.

Segundo a defesa de Lula, o juiz Sérgio Moro teria se tornado suspeito de julgar o petista, devido à participação do magistrado como palestrante no 4.º Evento Anual Petrobrás em Compliance, realizado na sede da maior estatal brasileira, no Rio de Janeiro em 08 de dezembro de 2017. Entretanto, a resposta do desembargador e relator dos casos da Lava Jato no TRF4, João Pedro Gebran Neto, foi categórica. De acordo com a decisão de Gebran Neto, eventuais manifestações do juiz Sérgio Moro, seja em textos jurídicos ou mesmo em palestras de conteúdo acadêmico, cerimonial ou informativo, em se tratando de crimes ocasionados por práticas de corrupção, não conduziriam à suspeição para julgamento de processos relacionados à Operação Lava Jato.

 

Via blastingnews

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