Marcelo Bretas: “O Combate À Corrupção Faz Os Meus Olhos Brilharem”

Em entrevista ao Estadão, o juiz federal Marcelo da Costa Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, afirmou que antes de entrar na Faculdade de Direito, na UFRJ (1990-1994), foi um lulista-petista de carteirinha.

“Eu gostava muito do Lula entre 1986 e 1989. Votei nele contra o Collor. Usei camiseta, boné, participei de passeata.”

 

Sobre o PT e Lula de hoje, o juiz é direto: “Não conheço os processos, por isso não posso falar. Mas não quero saber de partido. Eu só olho a corrupção. Para mim não é importante saber qual é a orientação do sujeito.”.

Durante a entrevista Marcelo Bretas afirmou que “a corrupção está na raiz dos mais graves problemas do Brasil”, e que por isso a Lava Jato representa um momento especial. “A Justiça deve à sociedade esse combate à corrupção, que é o serviço de esclarecer, e, se confirmado, punir e recuperar”.

 

Com relação às novas sentenças dos casos da Eletronuclear e da Operação Calicute, que envolve o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que vai proferir neste segundo semestre, o magistrado disse:

“O nome para mim não tem nenhum significado, e muito menos o partido a que pertence”, disse o juiz. “A sentença tem que estar baseada em fatos, não pode ter ideologia. O juiz tem que analisar o que tem no processo, sem se deixar influenciar por simples argumentos ou pelo clamor social.”

“O combate à corrupção faz os meus olhos brilharem”, disse o juiz ao definir seu trabalho.

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