O vendedor de livros Valdenir Mendes Cirino, eleitor de Jair Bolsonaro (PSL), morreu no último sábado (20) após ser espancado por petistas em Fortaleza-CE. O corpo foi sepultado no último domingo (21).

O caso foi ignorado por toda a velha mídia nacional até o momento.

De acordo com a esposa, grávida de três meses, Valdenir saiu de casa no dia 11 de outubro para aproveitar algumas promoções de livros, mas voltou com vários hematomas. Ele relatou que foi abordado, na Avenida 13 de Maio, por um grupo de petistas que faziam panfletagem a favor de Fernando Haddad (PT). Após ter recusado o material de campanha e afirmado que votaria em Bolsonaro, o vendedor de livros teria sido espancado pelos petistas.

A Caneta buscou informações oficiais do PT Ceará e realmente houve uma panfletagem no dia 11 de outubro, iniciada às 16:13, no Shopping Benfica, localizado na esquina da Avenida 13 de Maio com a Avenida Carapinima. O website oficial do PT Ceará também apresentava a informação, mas ela foi excluída; a cache do Google, entretanto, ainda possui a versão original.

No mesmo dia 11, Valdenir foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bom Jardim e ao Hospital de Messejana, mas as dores continuaram nos dias seguintes. Ele foi várias vezes à UPA e ao hospital, onde era atendido, liberado e voltava quando sentia dores novamente. O vendedor de livros chegou a passar por exames de raio-X, eletrocardiograma e hemograma, mas seguia sentindo dores no tórax desde o espancamento. De acordo com uma vizinha que ajudou no socorro, o nariz de Valdenir tinha constante sangramento e ele vomitava sangue. No último sábado (20), Valdenir foi novamente à UPA, mas teve uma parada cardiorespiratória e faleceu.

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Valdenir chegou a pedir perdão à esposa pela discussão. As filhas do vendedor têm 6, 15 e 19 anos de idade e a renda da família vinha do trabalho dele como vendedor de livros. A companheira trabalha em casa, fazendo costuras. Valdenir frequentava a Igreja Universal do Reino de Deus e era contra a ideologia de gênero.

O clima daqueles que moram na rua da família, na periferia da cidade, é de medo por causa da motivação política do crime. “Aqui a gente não diz em quem vota. Tem as facções”, disse um morador. Membros de facções criminosas foram presos na cidade por ameaçarem eleitores de Bolsonaro.

Investigação

Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado no 34º Distrito Policial e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o crime. Os policiais buscam testemunhas e imagens das câmeras de segurança para identificar os assassinos. “Mataram meu marido e ele disse que muitos bateram”, relatou a esposa da vítima.

Com informações do jornal “O Povo

 

Via: www.caneta.org/

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