Na Argentina, Dilma propõe ‘aliança até com o diabo’ contra Bolsonaro – News Atual
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Jair Bolsonaro

Na Argentina, Dilma propõe ‘aliança até com o diabo’ contra Bolsonaro

Discurso da ex-presidente aconteceu em Buenos Aires, no Fórum de Pensamentos Mundial de Crítico.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) fez declaração nessa última segunda-feira, 19, e deixou claro que o Partido dos Trabalhadores, juntamente com ela, fará pacto até com o diabo objetivando lutar contra o governo do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

O discurso da ex-presidente aconteceu na primeira edição do Fórum de Pensamentos Mundial de Crítico, realizado na capital da Argentina, em Buenos Aires.

“A gente fará aliança até com o diabo para combatê-los”, disse Dilma, complementando que é preciso que o PT tenha uma espinha dorsal, ou seja, um coração “antineoliberal e antiautoritário neofascista”, nas próprias palavras da ex-presidente.

Dilma conta que ao observar alguns discursos de Bolsonaro, fica claro para o PT que o candidato de centro-direita quer ‘destroçar’ com o PT: “Eles dizem, de forma clara, que querem agora destroçar o partido”, afirmou a ex-presidente.

Dilma Rousseff alegou que o objetivo de Bolsonaro não era somente ganhar do PT nas eleições, mas acabar com toda a construção ideológica de esquerda que o Partido dos Trabalhadores já conseguiu, ao longo dos treze anos que ficou no poder.

Apesar disso, Dilma acrescenta que o PT não saiu das eleições derrotado.

Assista à declaração da ex-presidente:

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A petista deixou claro que para combater as medidas de Jair Bolsonaro contra a ideologia de esquerda é preciso que toda a bancada esquerdista esteja junta, pois, de acordo com a indicada por Lula nas eleições de 2010 e 2014, o próprio PT sozinho já consegue reverberar politicamente, já que ainda é a maior bancada do congresso.

“Elegemos a maior bancada do Congresso”, comentou a petista, que acrescentou que o PT também elegeu o maior número de governadores nos estados brasileiros.

O governo de Bolsonaro e as críticas dos petistas

Dilma não conseguiu se eleger como senadora por Minas Gerais na última eleição e também viu o principal porta-voz do PT, Fernando Haddad, perder a eleição para Jair Bolsonaro.

Apesar das derrotas, esses principais nomes da sigla prometeram que vão continuar sendo de esquerda e, principalmente, fazendo uma oposição forte ao que eles chamam de ‘governo autoritário’, quando se referem ao futuro governo de Jair Bolsonaro.

Mesmo antes de assumir o poder, fato esse que acontecerá no início de janeiro, o presidente eleito já causa furor no meio da esquerda brasileira e internacional, a exemplo do governo cubano, que decidiu ‘abandonar’ o programa Mais Médicos, criado pelo governo petista, após ouvir do próprio Bolsonaro que o Brasil não vai ‘bancar’ governos ditatoriais.

Via: Blastingnews

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