Não assumiria papel de ministro com risco de comprometer minha biografia’, diz Moro

Em entrevista ao Fantástico, da Globo, juiz afirma que está indo a Brasília para consolidar avanços da Lava-Jato.

No último domingo (11), Sergio Moro deu entrevista ao Fantástico, da Globo, respondendo as criticas e elogios que recebeu ao aceitar o cargo de futuro ministro do presidente eleito, Jair Bolsonaro. A entrevista foi realizada pela repórter Poliana Abrita.

Em 2016, em sua primeira entrevista na qualidade de juiz da Operação Lava-Jato, ele afirmou que jamais entraria para a política.

No entanto, após aceitar o convite de Bolsonaro, Moro começou a receber diversas críticas por ter aceitado ser o novo Ministro da Justiça e da Segurança Pública.

“Eu estou exercendo uma função completamente técnica, não me vejo em um palanque pedindo voto como candidato.

Isso não é da minha natureza.

Se tudo der errado, eu deixo o cargo ministerial e terei de me reinventar no setor privado.” respondeu Moro em dado momento.

Na entrevista, ele ainda afirmou: “Eu não assumiria o papel de ministro da Justiça com o risco de comprometer a minha biografia, o meu histórico.

Isso foi objeto de discussão e a afirmação do presidente eleito é que ninguém seria protegido se surgissem casos de corrupção.”

O futuro ministro defendeu possível afastamento de ministros envolvidos em denúncia de corrupção: “Tem que ser avaliado.

Acho que é uma falácia que se ouviu no passado que é preciso esperar o trânsito em julgado. Defendo que em caso de corrupção se analise as provas e faça um juízo de consistência.”

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População

Sobre o que a população pensa, moro rebateu: “O que eu percebia nas pessoas comuns era um certo entusiasmo, um desejo de que eu aceitasse esse convite.

As pessoas me procuram, me cumprimentam.

Para mim, é um sinal de que há uma grande expectativa.

E espero corresponder a essa expectativa.”

A repórter foi objetiva em seus questionamentos e Moro respondeu a todas as perguntas.

Questionado sobre o que o motivou a aceitar o convite, ele afirmou: “O grande motivador para aceitar o convite foi poder implementar uma agenda anticorrupção e anticrime organizado.”

Moro não se esquivou nem mesmo das críticas sobre o caso Lula, e ponderou: “Existe uma fantasia de que o ex-presidente Lula teria sido excluído do processo eleitoral por conta de perseguição política.

Mas ele foi preso porque cometeu um crime. Eu proferi essa decisão em meados de 2017 e nem conhecia o presidente eleito Jair Bolsonaro.

Mas pelo que eu vejo pelas pessoas comuns, ninguém tem essa desconfiança. Eu estou indo consolidar os avanços da Operação Lava Jato em Brasília.”

 

Via: Blastingnews

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