O Brasil deveria eliminar das eleições o sistema injusto de quociente eleitoral

O Brasil deveria eliminar o sistema de quociente eleitoral, assim, candidatos inexpressíveis com poucos votos não se elegeriam, no caso, um exemplo disso, é o Jean Wyllys, em último lugar, entre os 46 deputados da bancada fluminense na Câmara dos Deputados, com uma votação de míseros 24.295 votos, só foi reeleito para o Congresso Nacional, porque teve os votos puxados de Marcelo Freixo com 342.491 votos, candidatos competentes de outros partidos que tiveram mais votos ficaram de fora, graças à esse sistema injusto de votação.
 
Como isso aconteceu? O quociente eleitoral explica.

Numa matemática simples, vejamos uma disputa para uma Câmara Legislativa que oferece 10 vagas e temos 100 mil votos válidos. Então, divide-se 100 mil por 10, o que dá 10 mil votos por cadeira. Este é o quociente eleitoral. Ou seja, o partido que conseguiu 50 mil votos, obteve quociente partidário 5 e cinco vagas; o que conseguiu 30 mil, três vagas; 20 mil, duas; e o que obteve 10 mil fica com uma cadeira

Fábio Lima, secretário judiciário do Tribunal Regional Eleitoral do TRE-DF
 

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