O que aconteceu com Cármen Lúcia? Desgastada, ela enfrenta ‘pesadelo’

A mulher de postura firme e que chegou a amedrontar ministros pela sua rigidez vai perdendo autoridade.
Cármen Lúcia, ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), tem vivido momentos conturbados após dar a impressão de perder as forças e conduzir mal uma Corte repleta de ministros com pensamentos controversos um do outro. No começo, todos a viam com muita rigidez e sendo uma verdadeira afronta contra a impunidade. Ela se mostrava convincente de suas decisões, não concordava com algumas atitudes de ministros e chegou a garantir ao povo que a Operação Lava Jato sempre teria o seu apoio e que as pessoas poderiam ficar tranquilas com o Poder Judiciário.

 

Tudo mudou. A ministra acabou se perdendo, e o STF perdeu o prestígio com a população.

Em um voto confuso, a ministra desempatou o placar dos ministros e deu aval para o Congresso definir se aceita ou não as medidas impostas pela Justiça, caso um parlamentar seja afastado. Resumindo, Cármen deixou para que os próprios parlamentares se decidissem sobre o futuro deles. Essa votação ajudou o senador tucano Aécio Neves a não perder o cargo após graves acusações de corrupção.

 

Até mesmo generais repudiaram a atitude da ministra de fazer o Supremo perder a força de suas decisões. Logo depois, apareceu um bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Os dois discutiram feio, se acusaram e a presidente da Corte, com voz baixa, apenas interrompeu o conflito e pediu continuidade na sessão. Faltou autonomia. Faltou uma postura enérgica para ela.

Desgaste
Os próprios ministros da Corte estão percebendo uma energia negativa que ronda o tribunal.

 

Nos bastidores há muitas ofensas de um contra o outro. As decisões deles nunca estiveram tão divididas igual agora. Cármen vive um verdadeiro “pesadelo” em sua função.

As brigas entre os ministros chegam a ultrapassar as sessões no plenário. Tem ministro que chegou a dizer, após ganhar uma votação, as seguintes palavras: “Nós ganhamos”. Um tipo de ironia contra os outros que não conseguiram vencer no voto majoritário.

Lava Jato
A Lava Jato  tem causado grandes dores de cabeça para a ministra. O assunto é de muita visibilidade no tribunal e há entendimentos diferentes entre eles. Cármen tenta ir levando em “banho-maria” para evitar decisões polêmicas.

A prisão em segunda instância é um dos assuntos mais comentados e que gera enormes confusões na Corte. Alguns ministros acreditam que o réu só deve ser preso após se esgotarem todos os recursos judiciais. Mas, outros aderem ao clamor dos investigadores da operação e defendem a prisão dos réus já no decorrer das investigações, para que provas não sejam apagadas.

Entre trancos e barrancos, a ministra vai sobrevivendo. Porém, ela terá que buscar uma postura mais rígida se quiser ter o controle da Corte.

Via: blastingnews

     

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