O Que Lula Terá De Responder A Moro

Para os procuradores, a reserva e a reforma do apartamento no Guarujá fazem parte da propina de R$ 3,7 milhões paga a Lula relativa a três contratos da OAS com a Petrobras. Em setembro, Moro aceitou denúncia contra Lula por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. No dia 3 de maio, Lula terá de esclarecer as seguintes questões:

O Instituto Lula afirmou que a mulher do ex-presidente, Marisa Letícia, havia comprado apenas uma cota da cooperativa Bancoop para adquirir um apartamento. Depois, informou se tratar da unidade 141, de 86 m2. Há evidencias de que se tratava do tríplex 164 A. Qual era o apartamento?
A empreiteira OAS declarou que o imóvel recebeu “obras de decoração”, em razão de “uma opção comercial para a venda”. Por que a OAS mobiliou todo o apartamento e instalou um elevador interno se ainda não havia comprador?
Para o engenheiro da OAS Igor Pontes, que acompanhou a reforma, a obra foi feita conforme o gosto de Lula. Quem contratou a reforma?
O imóvel seria um presente da OAS a Lula?
Por que o presidente ganharia esse presente?
Qual a relação de Lula com Léo Pinheiro, então presidente da OAS, que está preso em Curitiba?
Por que Léo Pinheiro acompanhou o Lula durante as reformas no tríplex?
Quantas vezes Lula e Marisa visitaram o apartamento? Por que ocorreram as visitas, se a ideia, de acordo com o petista, era abrir mão do apartamento?
Por que a família de Lula só desistiu do negócio em 2015, enquanto os demais clientes da Bancoop tiveram que decidir isso em 2009?
As reformas, segundo o ex-zelador José Afonso, foram supervisionadas por Fábio Luiz, o Lulinha, filho de Lula. O que explicaria isso?
Por que Dona Marisa iria solicitar a instalação de um elevador privativo se não iria ficar com o imóvel, como alega a defesa de Lula?

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