Polícia Federal pressiona ministro Lewandowski com recado sobre Aécio Neves

Ministro deverá tomar decisão após recado do delegado da polícia, Marlon Cajado.

Segundo informações do portal ”G1” e repassadas pelo ”O Antagonista”, a Polícia Federal, de certa forma, pressionou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski. O ministro tem em mãos o inquérito do senador tucano Aécio Neves, que tem grandes chances de se complicar na Justiça.

A Polícia Federal quer que Lewandowski tome a decisão, como sendo relator do caso, se o inquérito ficará para julgamento entre os ministros [VIDEO] da Suprema Corte, ou então, se irá para a primeira instância. Quando o Supremo mudou o entendimento sobre o foro privilegiado, deputados e senadores perderam o benefício na Justiça e podem ter inquéritos enviados para julgamento na primeira instância.

Lewandowski deverá dar seu posicionamento para o delegado Marlon Cajado. Aécio Neves está sendo investigado sobre pagamentos de propinas feitos pela Odebrecht através de pedidos vindos do senador. As vantagens indevidas foram utilizadas em campanhas políticas de Aécio, Antonio Anastasia, Dimas Toledo e Pimenta da Veiga.

O ”medo” de muitos políticos envolvidos é ir para a primeira instância. O caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou histórico pela quantidade de poder que o petista detinha e mesmo assim foi preso pela Polícia Federal.

O juiz federal Sergio Moro foi o responsável por julgar Lula e dar ordem de prisão. Moro é da primeira instância, assim como o juiz Marcelo Bretas, ambos tem forte atuação na Operação Lava Jato e condenaram empresários e políticos poderosos da sociedade.

Aécio Neves pode ser um dos nomes com dificuldade de se salvar. O delegado Cajado chegou a pedir prorrogação para analisar dados envolvendo sistemas da Odebrecht como o Drousys e o My Web Day, ambos utilizados como forma de armazenamentos de informações sobre entrega e pagamentos de propinas a diversas pessoas da sociedade.

Perfis russos nas eleições
A Polícia Federal identificou que cerca de 24 perfis russos estavam trabalhando para Aécio Neves nas eleições de 2014. Na rede social ”Twitter”, esses perfis eram responsáveis por fazer interações em prol da campanha do atual senador.

Um estudo aprofundado da Fundação Getúlio Vargas (FGV) avaliou que esses perfis interferiram em momentos decisivos das eleições. Além de Aécio, outros políticos estariam utilizando dessa forma ilegal de interação, vindas do exterior para agregar valor em campanhas políticas.

Via: blastingnews

     

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