Polícia Federal rastreia propina para Renan Calheiros na Suíça e o acusa de corrupção

Investigações da Polícia Federal foram responsáveis por desvendar depósitos milionários que seriam destinados a Renan Calheiros.

O ex-presidente do Senado da República e senador do MDB pelo estado de Alagoas, Renan Calheiros, tornou-se alvo de investigações conduzidas por uma força-tarefa da Polícia Federal, com base em informações repassadas por instituições financeiras da Suíça.

Vale ressaltar que a força-tarefa de apurações da Polícia Federal fez um rastreamento de altas somas de dinheiro que teriam beneficiado um dos principais partidos políticos do país e vários de seus membros, o MDB.

As descobertas da Polícia Federal se referem especificamente, ao MDB do Senado Federal e envolveria parte de um acerto de propinas com políticos da sigla supracitada.

Além disso, as investigações teriam levado à descoberta de depósitos bancários verificados em contas rastreadas na Suíça.

Rastreamento de valores e envolvimento do senador Renan Calheiros

De acordo com as investigações implementadas pela força-tarefa dos agentes federais, depósitos realizados por lobistas de aproximadamente US$ 3 milhões serviram para abastecer contas bancárias na Europa, especialmente na Suíça, tendo como um dos principais beneficiários o senador alagoano Renan Calheiros.

Os acertos relacionados à distribuição de propinas por meio do sistema financeiros internacional teriam ocorrido em troca de contratos fictícios firmados na maior estatal brasileira; a Petrobrás.

As informações foram repassadas pelo jornal “O Globo”.

Vale ressaltar que a Petrobrás enfrentou um mega esquema de Corrupção, denominado de “Petrolão”, segundo as investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

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A Lava Jato é conduzida atualmente em primeira instância, pela juíza federal Gabriela Hardt, substituta do ex-juiz Sergio Moro, que aceitou compôr a equipe de transição do presidente eleito da República, Jair Messias Bolsonaro.

Moro deverá comandar a pasta do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, no próximo governo.

Já a magistrada Gabriela Hardt assume o comando das investigações, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Entretanto, segundo as investigações da Polícia Federal que vieram à tona recentemente, o rastreamento de propinas que abasteceram contas na Suíça, teriam se desencadeado por intermédio de duas contas controladas pelo empresário da cervejaria do Grupo “Itaipava”, Walter Farias.

O esquema envolvendo o senador Renan Calheiros aponta, segundo as investigações, que o MDB teria recebido “comissões” de contratos da Diretoria Internacional da Petrobrás, comandada por Nestor Cerveró, durante o período em que supostos crimes de corrupção teriam se passado.

Porém, a própria Polícia Federal faz ressalvas de que as provas e evidências estão em uma esfera considerada de caráter indiciário.

Vale lembrar que o senador Renan Calheiros, reeleito para o cargo de senador, foi denunciado apenas uma vez no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. No entanto, a denúncia formulada pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acabou sendo rejeitada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Via: Blastingnews

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